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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dirty Projectors | Offspring Are Blank

Os Dirty Projectors têm novo vídeo. «Offspring Are Blank» é o tema que abre «Swing Lo Magellan», o excelente disco que a banda norte-americana editou em 2012. O vídeo é retirado do documentário «Hi Custodian», outro projecto de 2012 dos Dirty Projectors.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dirty Projectors | About to Die


Os norte-americanos Dirty Projectors têm novo vídeo. «About To Die» sucede a «Gun Has No Trigger», temas retirados de «Swing Lo Magellan», o mais recente trabalho da banda. O vídeo é realizado pelo próprio vocalista David Longstreth e contém imagens do documentário «Hi Custodian», um outro projecto dos Dirty Projectors.

domingo, 19 de agosto de 2012

Dirty Projectors | Gun Has No Trigger


«Swing Lo Magellan», o álbum de 2012 dos norte-americanos Dirty Projectors, é a grande excitação do momento. Um disco repleto de excelentes melodias e canções. Este «Gun Has No Trigger» é o seu primeiro single.

sábado, 18 de agosto de 2012

2012 | Viagens à tasca em período de férias V


Varenna, Lago di Como

Para terminar esta temporada de viagens à tasca em período de férias destaco três apostas. As duas primeiras, o mais recente trabalho dos Dirty Projectors e a banda sonora de «The Girl With The Dragoon Tattoo», têm o selo de 2012, e a terceira, o último álbum dos italianos Verdena, trata-se da já habitual proposta local.

Corre na música dos Dirty Projectors, o mesmo entusiasmo inovador que encontramos nos trabalhos de nomes como Animal Collective, The Go! Team, Grizzly Bear ou, mesmo, Shabazz Palaces, THEESatisfaction e tUnE-yArDs. A procura constante em criar melodias pop com as cadências e os elementos mais improváveis. No caso dos norte-americanos Dirty Projectors, mais uma banda a sair de Brooklyn, essa demanda apoia-se muito em texturas The Magnetic Fields, ritmos Fela Kuti, inspiração Robert Wyatt e efervescência Talking Heads. Mas Dave Longstreth, o académico e mentor do grupo, baralha as suas próprias fórmulas art-pop de disco para disco. No anterior «Bitte Orca», por exemplo, o R&B era crivado pela sua filosofia indie rockStillness Is The Move» continua a ser uma excelente canção). Para o mais recente «Swing Lo Magellan», o compositor volta a piscar o olho ao R&B (ouça-se «The Socialites») e às produções mais orquestrais («Dance For You» e «About To Die» são belos momentos), procurando também parcerias no rock alternativo que, centrando as suas atenções em Neil Young e nos The Replacements, fez história nos anos 90. Note-se o portentoso refrão de «Offsprings Are Blank», o tema de abertura, ou a folk(lore) de «Just From Cheveron», do tema título «Swing Lo Magellan» e «Unto Caeser». Mas o melhor de «Swing Lo Magellan» está nas suas melodias e na forma natural com que as complexas composições dos Dirty Projectors se tornam acessíveis. Canções apelativas e de tempero vintage, como são exemplo «Gun Has No Trigger», «Impregnable Question» e «Irresponsible Tune», que constroem mais um excelente álbum destes nova-iorquinos.

Quanto à banda sonora de «The Girl With The Dragoon Tattoo», filme de David Fincher, o disco foi adquirido devido à estrondosa versão de «Immigrant Song» (original dos Lez Zeppelin, aqui interpretado de forma superior por Karen O dos Yeah Yeah Yeahs). O álbum é composto por instrumentais nebulosos e ambiências sinistras. Um trabalho assinado pela dupla Trent Reznor e Atticus Ross, a mesma que em 2010 venceu o óscar com a banda sonora de «The Social Network» (outro filme de David Fincher) e que, com a ajuda de Mariqueen Maandig (a esposa de Trent Reznor) forma os How To Destroy Angels. Projecto que contribui também para «The Girl With The Dragoon Tattoo» com uma luminosa cover de «Is Your Love Strong Enough?», o tema que em 1985 reuniu Bryan Ferry e David Gilmour. Tudo o resto, ou seja, três discos, trinta e nove temas e quase três horas de música, é feito de instrumentais. Temas que expressam muito bem o que se passa no ecrã (noto o frenesim quase doentio de «A Thousand Details» e «Infiltrator» e a perturbante «Parallel Timeline With Alternate Outcome»). Contudo, esta é uma banda sonora com quase 175 minutos para um filme com cerca de 155 minutos. É muita e boa música, mas julgo que podiam ter deixado algumas destas ideias para as sequelas que ainda hão-de vir.

Fecho então esta série de buscas discográficas com a proposta italiana. Foi difícil chegar a um consenso, pois a comunicação com os “especialistas” locais foi má e a audição esteve sempre limitada às fracas apostas do momento dos postos de escuta. No entanto, uma rápida pesquisa no Youtube revelou-me «Razzi Arpia Inferno E Fiamme», o single que em 2011 apresentou «Wow», o duplo álbum dos Verdena. A canção é bem-parecida e as suas vestes indie folk convenceram-me. Quanto à banda, composta pelos irmãos Alberto e Luca Ferrari e Roberta Sammarelli, descobri que se estrearam nos discos em 1999 e em 2008 até andaram em digressão com os norte-americanos MGMT. A sua música vive muito da pop britânica dos Embrace (ouçam-se «Scegli Me (Un Mondo Che Tu Non Vuoi)» e «Sorriso In Spiaggia, Pt. I») e da genica dos Muse Miglioramento», «Sorriso In Spiaggia, Pt. II» e «Rossella Roll Over»). Demonstram, também, afinidades com a grandiosidade U2, o recente rock insípido dos The Smashing PumpkinsMi Coltivo») e alguns ambientes AirAdoratorio»). Apostam no rock mais psicadélico («Badea Blues» e «Loniterp»), mas «Wow» não funciona como disco. Aliás, os duplos álbuns estão cada vez mais em desuso e este «Wow» até podia ser bem melhor se fosse mais curto.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

2012 | Viagens à tasca em período de férias I


Piazza del Duomo, Milano

Chegou a melhor época do ano! Férias, descanso, viagens, novidades, hotéis, museus, sol e shopping… Desta vez o destino foi Milão, com passagens obrigatórias por Verona (Obrigado Gi), Lago Maggiore e Lago di Como. Além do escape, a procura pelo loja de discos mais próxima ofereceu-me alguns souvenirs importantes. Primeiro, e como já vem sendo habitual por estas ocasiões, centro as minhas atenções no formato EP.

«Earth Division», o malfadado disco dos escoceses Mogwai, o qual não passou incólume às London riots de 2011 (recordo que a primeira tiragem do EP foi destruída num incêndio), foi um dos EP adquiridos. Quatro canções, qual delas a mais distante do sonante turbilhão eléctrico Mogwai, que buscam uma visão mais calma e plácida na música do grupo. Portanto, esqueçam os ruidosos riffs e as características ondas sónicas em modo repeat dos Mogwai. «Earth Division» é composto por temas outonais e bucólicos, criados em torno do piano e da viola, do violino e do violoncelo e da harmónica. Canções gravadas nas mesmas sessões de «Hardcore Will Never Die, But You Will» (2011), mas que acabaram excluídas do seu alinhamento final. Leftovers estranhos, quando enquadrados na discografia dos Mogwai, dos quais nos colamos a «Drunk And Crazy», o momento mais electrónico do EP e a canção que realmente merece destaque.


«An Argument With Myself» é o EP de 2011 do sueco Jens Lekman. O senhor já não editava nada desde 2007, ano em que revelou algumas das suas cartas de amor, em «Night Falls Over Kortedala». O EP antecedeu a edição de «I Know What Love Isn’t», o novo álbum de Jens Lekman que chega às lojas já no próximo mês de Setembro, com cinco canções leves e propicias para a época estival, com passagens por África (via Vampire Weekend) e pela América Latina. O singer-songwriter mantém a pose e a atitude de crooner, continua a cantar as histórias do seu dia-a-dia (desta vez até descreve a passagem de Kirsten Dunst por Gotemburgo) e volta a abraçar o romantismo pop dos Belle & Sebastian e de Stephin Merritt (The Magnetic Fields). Entrega-se aos ritmos quentes do tropicalismo e às cadências tribais para criar um verdadeiro baile de festas, numa qualquer instância balnear. Coisa boa e recomendável.


E agora um pouco de yogaGonjasufi, a.k.a. Sumach Ecks, a.k.a. Sumach Valentine, mostrou-se ao mundo (a solo) em 2010, com o extraordinário debut álbum «A Sufi And A Killer». Posteriormente já nos ofereceu o EP «9th Inning» (2011) e no início deste 2012 voltou à carga com «MU.ZZ.LE», um mini álbum composto por dez faixas, algumas em formato canção, e vinte e quatro minutos de música sombria e apetecível. «MU.ZZ.LE» dá, assim, seguimento à demanda de Gonjasufi pela melodia. Para isso recorre, uma vez mais, ao trip-hop de outros tempos e ao copy+paste que resulta num autêntico choque de civilizações (leia-se referências musicais). Portanto, «MU.ZZ.LE» acaba por ser uma continuação de «A Sufi And A Killer». Um mini álbum feito à imagem do álbum que me conquistou pela sua alma de meditação e pela dança do yin e do yang que percorre todas as suas entrelinhas. Uma dualidade de forças presente e sedutora, mas difícil de explicar. Gonjasufi, o rapper, o cantor, o DJ e o professor de yoga, mantém assim intactos os créditos de excelente criador de ambientes e de peças pop.


Para terminar, «Mount Wittenberg Orca». Trabalho que reúne os Dirty Projectors e a islandesa Björk. EP composto por oito canções, todas elas escritas por Dave Longstreth para uma iniciativa de beneficência e inspiradas num passeio de Amber Coffman (vocalista e guitarrista da banda) pela montanha Wittenberg. O resultado é feito por vinte minutos de música fresca e cristalinda. Canções sem qualquer maquilhagem e de espírito ecológico, construídas em torno da voz e de instrumentações simples. Portanto, «Mount Wittenberg Orca» é um disco com matriz Dirty Projectors, mas que se aproxima da fase mais crua e despida da música de Björk («Medúlla», de 2004). Não acrescenta nada à discografia de ambos os universos, mas funciona muito bem para o propósito que viu nascer o projecto. Note-se que todas as receitas deste trabalho conjunto revertem para a National Geographic Society, para a preservação do ecossistema marítimo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Dirty Projectors | Stillness Is The Move

Os Dirty Projectors são, para mim, uma das grandes revelações de 2009. Só este ano e com o álbum de que todos falam, «Bitte Orca», vasculhei o já longo percurso deste projecto de Nova Iorque. A descoberta continua, mas o tema que continua em alta rotação é este soberbo «Stillness Is The Move».
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