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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bloc Party | One More Chance

Os britânicos Bloc Party já têm vídeo para promover o novo single «One More Chance». Confesso que o tema não me convence muito, mas o vídeo é bem engraçado. O single será editado no próximo dia 10 de Agosto.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Bloc Party | One Month Off

Os Bloc Party já escolheram o terceiro single de «Intimacy», o mais recente álbum de originais dos britânicos. Depois das apostas em «Mercury» e «Talons», chega a vez de «One Month Off». Canção que está uns pontos abaixo dos anteriores singles, mas que mantém intactas todas as credenciais da banda. O single será editado a 26 de Janeiro de 2009.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bloc Party | Talons

Os Bloc Party estão de regresso aos discos e aos vídeos. O lançamento surpresa e via Internet de «Intimacy», terceiro álbum de originais da banda, foi umas das grandes notícias das últimas semanas. Depois de «Mercury», um surpreendente primeiro single, chega-nos agora «Talons». Robert Smith e os seus The Cure continuam a ser relembrados pelos Bloc Party e nós agradecemos. Fica o vídeo realizado por Minivegas.
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domingo, 7 de setembro de 2008

2008 | Viagens à tasca em período de férias II

Percorridas as principais artérias do centro de Bruxelas, onde não se vislumbraram grandes focos de interesse indie, damos um salto a Bruges, Knokke e Antuérpia. No que a música diz respeito, dado ter visitado o centro de cada uma das cidades numa manhã ou tarde, confesso que foi um pouco complicado ver o quer que seja. Porém, facilmente se notou a presença da FNAC em ambas as cidades. No entanto, foi a FNAC de Bruxelas que acabou por ser dissecada ao pormenor.
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Antuérpia
Estátua de Silvius Brabo (herói local)

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A primeira das escolhas daquele final de tarde - já constante de lista elaborada antes da viagem - foi «Emerald City», do norte-americano John Vanderslice. Muitos poderão conhecê-lo pelo trabalho de produção que realizou com os Spoon, em «Gimme Fiction» (2005), e Mountain Goats, em «We Shall Be Healed» (2004) e no mais recente «Heretic Pride» (2008). No entanto, Vanderslice já conta com seis álbuns a solo, sendo «Emerald City» (2007) a sua mais recente aposta e o primeiro contacto que tive com o apurado sentido pop do autor. Como o mercado português continua a estabelecer misteriosos requisitos para a entrada de determinados trabalhos em território nacional, a descoberta inicial fez-se pela via menos ortodoxa… Descortinaram-se influências várias que passam por Neutral Milk Hotel, Spoon, Death Cab For Cutie, The Flaming Lips e, numa vertente mais clássica, The Beatles, XTC, Bod Dylan e David Bowie. John Vanderslice revela, assim, um notável talento na escrita de boas canções aliado a uma excelente capacidade de contar histórias. Contudo, «Emerald City» é um disco com uma forte carga emocional: além de focar grande parte das suas atenções no pós 11 de Setembro de 2001, as suas restantes memórias pautam-se pelo pessimismo. Características, que fazem de «Emerald City» mais um excelente álbum, que acabou recusado pelas editoras nacionais. Felizmente, o mercado belga revelou-se menos restritivo e além de reencontrar temas como «Kookaburra», «Time To Go», «The Parade», «White Dove» e, principalmente, «The Minaret», o disco continha ainda duas faixas bónus: «The Hospital» e «Mother Of All Dead Time Factories».
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Outra das edições que, aparentemente, continua sem distribuição em Portugal é o mais recente EP dos The Smashing Pumpkins (ou se preferir metade dos The Smashing Pumpkins). Depois de no ano passado ter adquirido a edição especial de «Zeitgeist» durante as férias, este ano voltei a tropeçar em Billy Corgan e Jimmy Chamberlin. Como na altura tive oportunidade de referir, o regresso dos The Smashing Pumpkins soou a falsa partida. O álbum, com uma capa de fugir a sete pés, mostrava uma única faceta da banda original. A electricidade era levada ao extremo e foi a própria banda que saiu prejudicada. «Zeitgeist» é, porventura, o álbum mais monótono na carreira dos The Smashing Pumpkins, mas é, também, capaz de ser o melhor registo de Billy Corgan após findada a parceria com James Iha. Vislumbra-se, assim, um aparente rejuvenescimento do colectivo de Chicago. Os concertos sucedem-se por todo o mundo e o nome The Smashing Pumpkins voltou a ter algum peso comercial. No final de 2007, Billy Corgan e Jimmy Chamberlin decidem ir para estúdio e explorar uma das outras facetas dos originais The Smashing Pumpkins, o formato acústico. O resultado foi o EP, de quatro temas, «American Gothic» (trabalho que apresenta mais uma capa medonha). As músicas soam a boas demos para potenciais canções com a sonoridade The Smashing Pumpkins. Não há, assim, nenhum tema que se demarque dos demais, nem que consiga atingir iguais patamares de excelência como em «Disarm», «Tonight, Tonight» ou mesmo «Daydream», mas aqui e ali já se vão pressentindo resquícios da energia «Mellon Collie And The Infinite Sadness». «Pox» e «The Rose March» (este último sem os iniciais «la la la la las») fariam boa figura na box set «The Aeroplane Flies High», o que a meu ver é muito bom. Razão pela qual ainda guardo algumas esperanças quanto ao futuro destes senhores.
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Falemos agora dos Bloc Party. Formados em 1999 por Kele Okereke (voz e guitarra) e Russell Lissack (guitarra), aos quais se juntaram Gordon Moakes (baixo) e Matt Tong (bateria), só em 2003 e após Okereke ter oferecido uma cópia de «She’s Hearing Voices» a Alex Kapranos (Franz Ferdinand) e Steve Lamacq (DJ na BBC Rádio One) é que a banda londrina conquistou alguma atenção. Steve Lamacq que divulgou o então primeiro single dos Bloc Party no seu programa de rádio chegou mesmo a qualificar o tema de genial e convidou a banda para um merecido showcase radiofónico. Depois surgiu «Banquet» e o resto é história post-punk revivalista. «Silent Alarm», o primeiro álbum dos Bloc Party, chegou às lojas em Fevereiro de 2005. Porém, em Julho de 2006 e já depois da excelente experiência «Silent Alarm Remixed», o mesmo álbum é reeditado com duas faixas extra («Little Thoughts» e o soberbo «Two More Years») e um DVD que incluía o documentário «God Bless Bloc Party», algumas actuações ao vivo no festival francês Eurockeennes e os vídeos que até então promoviam a obra da banda. Uma autêntica edição deluxe que se repetiu com o segundo álbum «A Weekend In The City». O disco, lançado em Fevereiro de 2007, mas disponível para download ilegal desde Novembro de 2006, saiu em duas versões distintas: a denominada versão standard e a já habitual edição especial, a qual incluía um DVD com um documentário e os dois primeiros vídeos extraídos do álbum, a saber: «The Prayer» e «I Still Remember». Não bastando, em Novembro de 2007 foi dado a conhecer «Flux», a notável e primeira grande aventura de Kele Okereke e companhia nas electrónicas e o single que, de certa forma, fez a ponte entre o passado punk-rock e o presente electro-punk-rock. Os Bloc Party reeditaram «A Weekend In The City», com «Flux» encaixotado entre os temas que dividiram opiniões, mas que lhes atribuíram o estatuto de uma das maiores esperanças rock britânicas. Adicionalmente é disponibilizado uma segunda edição que incluía o concerto que a banda deu na edição de 2007 do Reading Festival e os vídeos que promoveram o disco («The Prayer», «I Still Remember», «Hunting For Witches» e «Flux»). Foi precisamente este último repackage que trouxe para casa, para juntar ao deluxe de «Silent Alarm» e complementar a primeira edição especial de «A Weekend In The City». O álbum, como disse, dividiu opiniões, mas o sucesso ficou garantido. Evidenciou-se uma maior tendência para a sonoridade radio friendly e temas como «SRXT», «The Prayer», «Uniform», «Waiting For The 7.18», «Hunting For Witches» e «Song For Clay (Disappear Here)» revelavam capacidades de encantar fãs dos U2 como dos Radiohead, The Cure, Coldplay, Pixies e Blur. Excelentes pronúncios que continuam a captar a minha atenção (agora ainda mais, com a inclusão de «Flux» e imagens de uma grande prestação da banda no Reading Festival de 2007).
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Para terminar e recordando um dos momentos chave da música dos anos 90 deixo os The Smashing Pumpkins com «Tonight, Tonight».
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Bloc Party | Mercury

Os britânicos Bloc Party estão de regresso aos singles e aos vídeos. Depois da agradável surpresa que foi «Flux», Kele Okereke e companhia voltam a baralhar os seus habituais seguidores com «Mercury». Desbravam um pouco mais os terrenos electro punk e colocam-se a meio caminho de uns !!! ou uns Crystal Castles. Confesso que ainda não sei se gosto totalmente desta nova oposta. Porém, só por terem confundido as minhas contas já merecem a minha admiração. Fica o vídeo realizado, uma vez mais, por Ace Norton.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Incursões na «selva»

Há algumas semanas atrás decidi fazer um retiro na «selva». Coisa pacata, sem grandes sobressaltos, imaginava eu. Todavia, influências várias logo surgiram para me dissuadir, acabando eu, um pobre melómano, por ceder às fortes pressões exercidas pelos Lambchop, Bloc Party, Antony & The Johnsons, Martha Wainwright, Rosie Thomas, Mogwai, Keren Ann e o formato E.P..
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O primeiro E.P. seleccionado, da autoria dos Lambchop, do indie crooner Kurt Wagner, data de Julho 1996 e regista as «sobras» do então segundo álbum de originais «How I Quit Smoking» (editado em Janeiro de 1996). «Hank» é composto por seis canções com a marca Lambchop e uma demência à Kurt Wagner, de trinta e oito segundos, intitulada «I Sucked My Boss's Dick». Liricamente, Kurt Wagner continua a escrever cartas enigmáticas a si mesmo. Para os visitantes habituais deste misterioso e aveludado mundo, «Hank» parece uma viagem ao Hawaii. Ao seu jeito, Kurt Wagner adiciona à folk característica de Nashville cadências tropicais, levando-nos a menear a anca ao som da hula music. São essas as regras estabelecidas em «I’m A Stranger Here», a abrir, e em «Blame It On The Brunettes», que se lhe segue. «The Tin Chime» é exercício mais ao estilo Lambchop. Os instrumentos de sopro entram em cena e as cordas vocais de Wagner deambulam por registos inesperados. «Randi», «Doak's Need» e «Poor Bastard» mantêm os preceitos do espírito Lambchop, ou seja, ensejos de pura sedução Kurt Wagner, o crooner maldito. Porém, «Hank E.P.» acaba por se revelar um conjunto de temas secundários na carreira dos norte-americanos Lambchop.
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A segunda escolha recaiu sobre os escoceses Mogwai, banda que se tem caracterizado por sucessivos altos e baixos nos já doze anos de carreira. «E.P. + 6», apesar do nome, não é nenhum E.P. (os seus quase setenta e três minutos denunciam-no). Trata-se de uma compilação de três E.P. – «4 Satin», «No Education = No Future: Fuck the Curfew» e «Mogwai E.P.» – lançados durante os primeiros anos de actividade da banda. «E.P. + 6» comprova os supracitados altos e baixos, apresentando as diversas incursões sonoras do colectivo pelo space/post/avant rock. Das complexas e intensas texturas sonoras, quase sempre desenvolvidas em espirais sucessivas, descobrimos verdadeiros momentos de êxtase. Porém, os «grafittis» criados nos autênticos muros de som Mogwai nem sempre chegam a bom porto. «Stereodee», por exemplo, aborrece com os seus treze minutos de ininterrupto ruído radiofónico, «Xmas Steps» coloca frente a frente os Tool e os Broken Social Scene para mais onze minutos de completa desorientação e no fim de «E.P. + 6» nem demos pela presença de «Now You’re Taken» e «Rollerball». No entanto, «Superheroes Of BMX» e os quatro temas que fecham o álbum (que compõem «Mogwai E.P.»), dão algum ar da graça destes escoceses. A intensa densidade sonora e os arranjos de guitarra reforçam a sensação de desolação e desamparo presentes nos Sigur Rós e/ou Godspeed You! Black Emperror e/ou Tortoise, mas criando temas paradoxalmente reconfortantes. As melodias e compassados silêncios revelam um aparente frio cortante. Evidencia-se uma harmonia cósmica que, a meio da compilação, pensávamos inatingível e deparamo-nos com alguns dos mais refinados momentos da carreira dos Mogwai.
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Chegamos ao segundo E.P. desta primeira levada on-line para falarmos dos britânicos Bloc Party. Excelente banda ao vivo, apesar de perderem um pouco de gás em palcos festivaleiros (situação perfeitamente normal). Bons músicos e canções muitas vezes a roçarem a perfeição. Ritmo alto, batidas frenéticas, guitarras «a rasgar», corpos suados e muito boa energia à mistura. Foram estes os condimentos para a criação de «Silent Alarm» e dos primeiros E.P. do colectivo. A edição exclusiva para o mercado japonês de «Little Thoughts» enquadra-se perfeitamente nesses preceitos iniciais, aos quais lhe são adicionados batidas Gang Of Four, distorções Sonic Youth, desassossegos Joy Division e excitações The Cure. «Little Thoughts», a canção (incluída posteriormente na apetitosa reedição em formato duplo de «Silent Alarm»), está ensopada em fluidos libidinosos dos The Cure. O ritmo acelerado das guitarras acompanham na perfeição a sensualidade afro das vocalizações de Kele Okereke (uma mais valia da música britânica). «Tulips» é um dos melhores singles dos Bloc Party e uma canção de amor à moda antiga. «This could be an opportunity / If you promise to let it grow» sussurra Kele ao nosso ouvido e nós quase que acreditamos no amor à primeira vista. «Helicopter» é outro dos grandes temas dos Bloc Party. Portentosas guitarradas a abrir e um penetrante refrão a anunciar um qualquer milagre. «Are you hoping for a miracle?» questiona Kele e nós, ao som de «Helicopter», julgamos que é real um milagre denominado Bloc Party. Porém, «Skeleton» e «Storm And Stress», exercícios que não passam da mera reprodução de outros momentos Bloc Party, logo nos voltam a pôr os pés no chão. A fechar é-nos oferecido o vídeo promocional de «Little Thoughts» e uma remistura de «Tulips», que lamentavelmente não encontramos na recomendável revisitação «Silent Alarm Remixed» e que acaba por ser mais um ponto positivo desta preciosa edição nipónica.
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Fechando, da melhor forma, esta primeira incursão na «selva amazónica» apresento «Stanley Kubrick». Não o saudoso realizador norte-americano, mas o vídeo para o tema dos Mogwai, originalmente editado em 1999 em «Mogwai E.P.».

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Viagens à tasca

Há algumas semanas tive a oportunidade de visitar, pela primeira vez, a tasca da Margem Sul, a qual se revelou um dos mais estimulantes estabelecimentos «disqueiros». Entre as novidades e as promoções do costume, lá descobrimos artigos raros para a nossa capital (e em formato E.P.)...
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Joan Wasser, mais conhecida por Joan As Police Woman, palmilha os trilhos da música há mais de 10 anos. De eterna namorada de Jeff Buckley a colaboradora habitual de variadíssimos artistas como os Scissor Sisters, Lou Reed, Sheryl Crow, Rufus Wainwright, Antony ou mesmo John Cale, Wasser foi ganhando prestígio e, nos intervalos das suas muitas participações em trabalhos alheios, foi gravando as suas próprias canções. Em 2003 edita «My Gurl», primeiro single e um dos seus melhores trabalhos que um ano depois integra o homónimo E.P. de estreia. «Joan As Police Woman» revela algum desequilíbrio, é certo, mas temas como o soberbo «My Gurl», «Stagger Into The Light» (onde paira o espírito de Jeff Buckley) e «Game Of Life» davam alguns indícios do que seria a sua estreia, em 2006, com «Real Life». Joan Wasser caracteriza a sua música como «punk rock r&b» que resulta de duas grandes influências: a soul clássica de Al Green e Nina Simone e o som rude e experimental de uns Sonic Youth. A experimentação é, de facto, a metodologia favorita de Joan As Police Woman, sendo as divagações sonoras ora ao piano ora ao violino e a sua voz lembra algumas soul artists. Porém, é a assimilação de traços interpretativos de Antony Hegarty e Rufus Wainwright que mais nos fascina. Para primeiros contactos com a obra de Joan As Police Woman aconselho «Real Life» (álbum que inclui o magnífico «I Defy»); para os admiradores «Joan As Police Woman E.P.» representa os primeiros meses de gestação do fantástico «Real Life».
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Se Joan As Police Woman foi uma das grandes surpresas do ano transacto, os norte-americanos The National têm-se revelado um dos melhores partidos neste ano de 2007. Desde a edição de «Boxer» que não consigo parar de os ouvir e de os procurar (ora na internet, ora nas tascas). Nesta estreia sulista encontrámos o saboroso E.P. «Cherry Tree». Lançado em 2004, entre «Sad Songs For Dirty Lovers» (2003) e «Alligator» (2005), este conjunto de sete temas representou um certo limar de arestas por parte dos The National. Se até então a banda revelava potencial, ainda por concretizar, após «Cherry Tree» apuraram-se fórmulas e os The National atinaram, dando indícios do que são actualmente: uma das melhores propostas vindas da terra do Tio Sam. O colectivo continua a abordar Nick Cave, Leonard Cohen, Tindersticks, Tom Waits, Bruce Springsteen, The Walkabouts, etc. de uma forma muito particular. A voz de Matt Berninger engrandece a música e a própria banda, mas é a empatia entre esta autêntica família que mais brilha. Os ambientes são harmoniosos q.b. e temas como «All Dolled-Up in Straps», «Cherry Tree», «About Today» e «Wasp Nest» revelam o início da fase mais proveitosa dos The National. Depois chegaram «Alligator» e «Boxer» e o culto surgiu.
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A última aposta, no meio de tantas outras possíveis, passou pelo álbum de remisturas dos sempre bem-vindos Bloc Party. Pela primeira vez encontrámos o dito álbum a preço decente (aceitável para uma colecção de remisturas, entenda-se) e nem pensámos duas vezes. As canções da recomendável estreia «Silent Alarm» são boas e os convidados, para a metamorfose sonora «Silent Alarm Remixed», foram escolhidos a dedo. O resultado final é bem bom para um álbum de remisturas. Entre as propostas apresentadas encontramos nomes e ambientes tão diversos como Ladytron que nos dão uma visão ainda mais sinistra e mecânica de «Like Eating Glass»; M83 que surge com uma assombrada versão de «The Pioneers»; Four Tet que pega em «So Here We Are» e o resultado é ainda mais etéreo que o original; Mogwai que desiludem um pouco com a pop plana em «Plans»; Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) que traz lições dadas pelos TV On The Radio para o universo Bloc Party; e os saudosos Death From Above 1979 que dão um interesse adicional ao já por si admirável «Luno». Pelo meio encontramos ainda belíssimos exercícios como «Helicopter [Whitey Remix]» que nos transporta para o mundo esquizofrénico dos Avalanches; o já aqui comentado «Banquet [Phones Disco Edit]» com a bateria e o baixo no volume máximo; a serenidade «This Modern Love [Dave P. And Adam Sparkles' Making Time Remix]» com tempero disco; e o rebelde «Price of Gasoline [Automato Remix]» numa versão mais «kraftwerkiana». Resumindo e concluindo: é mais um excelente conjunto de canções pop com a assinatura Bloc Party.
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Segue-se o vídeo de «Christobel», um dos melhores temas de Joan As Police Woman incluídos em «Real Life» e que conta com a ajuda preciosa de Joseph Arthur.

domingo, 11 de novembro de 2007

Viagens à tasca

O regresso a Portugal resultou, obviamente, num retorno aos roteiros das principais tascas nacionais. Na primeira visita fomos surpreendidos pelos viciantes discos em formato E.P.. Já aqui o transmiti e volto a frisar: sou apaixonado pelos E.P.. Podem não trazer nada de novo, mas estas «pequenas» edições, encaradas como algo menos importante que os álbuns (aumentando o meu interesse), poderão compilar leftovers de outros registos ou aguçar o apetite dos ouvintes para um futuro álbum ou futura carreira cheia de sucessos. As escolhas, de mais uma viagem à tasca, recaíram sobre a mais recente aposta dos Yeah Yeah Yeahs, a estreia dos Bloc Party e o teaser dos Shivaree para o álbum «Who’s Got Trouble», de 2005.
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Gosto muito dos nova-iorquinos Yeah Yeah Yeahs. Fashion Punk Pop de alta qualidade. Karen O, uma das muitas rainhas do rock, sabe o que quer e para onde vai. Os seus variados registos, ora agridoce (ouçam-se «Down Boy» e «Is Is») ora grotesco (em «Rockers To Swallow»), são a mais valia deste colectivo. A música por vezes repete-se, mas as interpretações de O dão sempre um toque cativante aos Yeah Yeah Yeahs. «Is Is», E.P. que reúne novas gravações de alguns dos temas escritos e esquecidos na gaveta entre «Fever To Tell» e «Show Your Bones», é mais do mesmo. Nenhuma das canções aqui incluídas marca, de forma clara, uma viragem de rumo, nada que nos possa dar uma primeira ideia sobre qual o futuro recente deste trio nova-iorquino. Contudo, pergunto: quando se gosta de um determinado doce, repetimos esse mesmo doce que nos satisfaz plenamente ou procuramos outras sacarinas? Karen O volta a ser a estrela da companhia e Nick Zinner e Brian Chase continuam em constante despique um com o outro. O resultado é dezoito minutos de boa música e de pura sedução por parte de Karen O e companhia. «Rockers To Swallow» é visceral e recupera os bons momentos de Marilyn Manson. «Down Boy» é marca de registo Yeah Yeah Yeahs, início doce para logo depois Nick Zinner e Brian Chase revirarem tudo do avesso. «Kiss Kiss» é punk pop para danças lascivas/sexuais; «Is Is» acaba por ser o melhor tema aqui apresentado, juntando o belíssimo «Maps» ao não menos espectacular «Cheated Hearts». «10 x 10» tem a árdua tarefa de fechar mais uma proposta dos Yeah Yeah Yeah. Nada de novo, portanto, mas aguçamos o apetite para novidades Yeah Yeah Yeahs.
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Mantemos o registo das vozes femininas, para voltarmos aos Shivaree. OK, a banda norte-americana é irregular e somente o «Goodnight Moon» teve algum reconhecimento geral. Porém, há algo na voz e desempenho de Ambrosia Parsley que me prende. Algo de langoroso que busca ensinamentos pop a uns Sparklehorse, Mazzy Star e, porque não, Portishead. A música mantém a sua vertente indolente. A voz é cativante e a música, sem encantar, satisfaz. Um dos muitos guilty pleasures do final do século XX a marcar os meus ouvidos (para o bem e para o mal). A tracklist deste teaser para o álbum «Who’s Got Trouble?», trabalho que contém um dos segredos mais bem guardados da popNew Casablanca»), é composta essencialmente por covers (outra das minhas grandes paixões). Além de «I Close My Eyes» (primeiro single do supracitado álbum), encontramos «Fat Lady Of Limbourg», uma versão de Brian Eno e também incluída em «Who’s Got Trouble?» e os lados-b «Fear Is a Man's Best Friend», cover de John Cale, «Strange Boat», cover dos Waterboys e que conta com a participação especial de Ed Harcourt, e «657 Bed B» (original dos Shivaree). Só para aderentes Shivaree.
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Terminamos esta aventura ao som dos sempre bem-vindos Bloc Party e mais um E.P.. A compra colmatou uma falha na listagem de discos lá de casa, com o debut da banda britânica. Não nos alonguemos muito. O que interessa aqui é «Banquet», tema indie rock radio friendly com um refrão orelhudo e que recupera Gang Of Four, The Fall e The Cure em pouco mais de 3 minutos. O desenrolar dos acontecimentos para os Bloc Party é conhecido: uma operadora de telecomunicações descobre «Banquet» e a exposição é fulminante. «Silent Alarm» é apanhado na corrente e aquando de «A Weekend In The City», segundo registo de originais, a presença da banda nos tops europeus já é normalíssimo. Recentemente editaram «Flux» e as reacções têm sido díspares. Ora se ama ora se odeia, não havendo espaço para o meio-termo. «Bloc Party E.P.» é de digestão mais fácil. Além de «Banquet» (a «galinha dos ovos de ouro» do colectivo britânico), encontramos «She’s Hearing Voices», numa primeira gravação menos sofisticada; «Staying Fat», ritmo acelerado e riffs frenéticos com vocalizações sobrepostas e envolventes; «The Marshals Are Dead», canção que se mostra ainda num estado embrionário e que nunca foi terminada (pelo menos em disco); «The Answer», que começa ao som de «Price Of Gasoline» e pelo meio revela alguns riffs de «This Modern Love» é, porventura, o outro grande ponto de interesse deste E.P.. No fim há ainda espaço para a versão «Phones Disco Edit» de «Banquet», onde a bateria, o baixo e uma pitada de electrónica se evidenciam. Agradável estreia e excelente teaser para «Silent Alarm».
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Segue-se a actuação dos Yeah Yeah Yeahs no «David Letterman Show» com «Down Boy», excelente cartão de visita para a sonoridade Yeah Yeah Yeahs.

sábado, 20 de outubro de 2007

Bloc Party | Flux

Depois da edição do difícil segundo álbum e do relativo insucesso em dar seguimento ao manifesto indie pop rock de «Silent Alarm», os Bloc Party voltam à carga com um novo single. Às primeiras audições «Flux» parece abrir novos caminhos para Kele Okereke e companheiros. A electrónica surge finalmente de uma forma clara na música do colectivo e é impossível dissociarmos esta nova aposta dos conterrâneos New Order.
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Enquanto o formato CD-single não chega aos escaparates (marcado para o próximo dia 12 de Novembro), deixo o vídeo de «Flux», uma autêntica balbúrdia alienígena à moda Power Rangers, realizado por Ace Norton.

domingo, 8 de julho de 2007

Rescaldo do Super Bock Super Rock 2007

A 13.ª edição do festival Super Bock Super Rock chegou ao fim. Após 4 dias repletos de energia, suor, sumo de cevada, cansaço e boa música o rescaldo é mais que positivo.

Houve regressos aguardados, reencontros já impensáveis, estreias desejadas e outras canceladas. Metallica, Arcade Fire, LCD Soundsystem e Underworld tinham a responsabilidade de fechar as 4 noites SBSR. Contudo, podemos afirmar que nem tudo passou pelos «fechos»…

Como tudo na vida, há que fazer escolhas. A preferência do dia 28 de Junho (dia inaugural do festival e o mais pesado) foi ver os veteranos Metallica. Numa altura em que o rock evidencia facetas mais flexíveis e, mesmo, plásticas, confesso ter passado por uma pequena sensação de afastamento em relação a todo o ambiente envolvente à causa do 1.º dia SBSR. Todavia, não posso deixar de felicitar os músicos e fãs que aqueceram e entusiasmaram a maior multidão da edição 2007 do SBSR. Temas como «For Whom The Bell Tolls», «Ride The Lightning», «The Unforgiven», «The Memory Remains», «Fade To Black», «Master Of Puppets» e os inevitáveis «Nothing Else Matters», «One» e «Enter Sandman» satisfizeram os milhares de fãs que acorreram ao chamamento de James Hetfield e companhia.

As escolhas da 2.ª noite SBSR passavam pelos Klaxons, Bloc Party e Arcade Fire. A caminho do recinto ouve-se, via Antena3, o espectáculo apresentado pelos conimbricenses Bunnyranch (se fosse hoje teria feito um esforço adicional para assistir à força demonstrada através do éter do serviço público radiofónico). Já em frente ao palco presencia-se o concerto mais que visto dos The Gift (parece que o interesse em ver a banda de Alcobaça passa pela possibilidade de ver Sónia Tavares a igualar a extravagância da islandesa Björk no guarda roupa a utilizar). Cenário que se alterou com os britânicos Klaxons. Para gáudio do público temas como «Golden Skans», «Magik», «Atlantis To Interzone», «It’s Not Over Yet», «2 Receivers» e «Four Horsemen Of 2012» não faltaram. Apesar do ambiente ter aquecido significativamente e de terem cumprido a missão, julgo que certos maneirismos rock teriam sido perfeitamente evitados! Com os The Magic Numbers o ambiente volta a arrefecer. Claramente fora de jogo neste festival, coube à banda hippie a difícil tarefa de passar o testemunho dos Klaxons para os Bloc Party. Não tendo conseguido igualar a festa que se verificou no Coliseu de Lisboa há cerca de um mês, Kele Okereke e amigos de bairro mostraram mais uma vez que têm força e boas músicas. Porém, as melhores composições para serem tocadas e vividas ao vivo têm todas o selo de «Silent Alarm». Registe-se o aceso final com «Pioneers» e «Helicopter». Chega a vez dos tão aguardados Arcade Fire. Vistos, por uma grande parte do público, como os verdadeiros «cabeças de cartaz» da edição 13 do SBSR, esta linhagem canadiana não deixou os seus créditos em mãos alheias. Num cenário clerical, com o órgão de tubos a não faltar, a actuação dos Arcade Fire pautou-se pela paixão e dedicação à música. Excelentes composições, desde «Black Mirror» a abrir as hostilidades a «No Cars Go», passando por «Intervention», «Ocean Of Noise», a mais velhinha «Headlights Look Like Diamonds» (com a chuva fazer bluff) e abençoando todos os presentes com a sequência magnífica de «Neighbourhood # 1 (Tunnels)», «Neighbouthood # 3 (Power Out)”, «Rebellion (Lies)» e «Wake Up», já em encore. Celebrou-se a música e quem ganhou mais foi o público… Bem haja aos Arcade Fire.

Na noite dos LCD Soundsystem surgiu a pior notícia deste festival. De acordo com a imprensa, por motivos de doença de um dos elementos dos norte-americanos The Rapture, a actuação da banda foi cancelada. Descansa-se mais uma hora, pois os estamos a meio do festival e ainda se esperam grandes momentos. Mundo Cão e Linda Martini ouvem-se através da Antena3. Destaque para os Linda Martini que demonstrar pontencial para uma solidificada carreira no panorama indie rock português. Saltamos para o outro lado do atlântico e é-nos apresentada a bizarria dos Clap Your Hands Say Yeah. Com 2 álbuns na bagagem, o homónimo e «Some Loud Thunder», estes norte-americanos (embora a simpatia e o apoio obtidos junto de várias comunidades indie) não cativaram o público presente. Apesar das boas composições, cansaram um pouco e a afinação alternativa de Alec Ounswort encarregou-se do resto. No fim ou se ama ou se odeia. Já ao início da noite, os Maxïmo Park deram bem conta do recado e tanto «A Certain Trigger» como «Our Earthly Pleasures» foram festejados. Bons temas pop rock a fazer lembrar a leveza à The Smiths. Paul Smith (o vocalista) não desiludiu e cativou a audiência a cantar e dançar ao ritmo de «Apply Some Preasure», «Our Velocity», «Limassol», «Graffiti», «Going Missing», «The Coast Is Always Changing», «Books From Boxes», «Girls Who Play Guitars», «By The Monument» ou «Parisian Skies». Chegamos aos The Jesus And Mary Chain e apesar de identificarmos muitos seguidores e admiradores acérrimos da banda escocesa, parece existir algum desconforto e falta de empatia entre a banda. Ambiente que trespassa para o exterior e resulta numa actuação morna, ou seja, competente mas com alguma falta de garra. Todavia, tudo muda com James Murphy em palco. LCD Soundsystem is playing at our house! A agitação era grande entre o público. Uma das bandas mais excitantes da actualidade estava prestes a subir ao palco para apresentar 2 dos álbuns mais celebrados dos últimos anos («LCD Soundsystem» e «Sound Of Silver»). James Murphy revela em palco toda a sua preocupação/obsessão na busca do som perfeito, no colmatar do pequeno erro que não pode acontecer. A propósito, o som esteve excelente, o público excelente esteve, a música é boa por excelência e o SBSR de 2007 ganhou mais uma aposta ao trazer estes norte-americanos a Portugal. Da irrepreensível setlist apresentada, destaque para «Us Vs. Them» a abrir; «Daft Punk Is Playing At My House» a seguir-se e a captar a atenção de tudo e todos; «North American Scum» a inflamar as hostes; «All My Friends» a confirmar a vertente mais melodiosa da banda, «Tribulations» e «Yeah» a obrigar o público a saltar e «New York I Love You, But You’re Bringing Me Down» a funcionar melhor ao vivo que em disco. Grande Concerto!

Com o fim à vista, o cansaço adensa-se e… há que fazer escolhas. Os contagiantes X-Wife têm direito à transmissão via Antena3 (e ainda bem). Os Gossip dão conta do recado e Beth Ditto canta e encanta. Com um carisma à flor da pele, Ditto não hesita em reproduzir os Wham em «Careless Whisper» ou a homenagear Aaliyah em «Are You That Somebody». Porém, todos esperavam ansiosos por «Standing In The Way Of Control», hino máximo à emancipação e independência pessoal. Seguiram-se os TV On The Radio e a luz do dia causa a sua primeira vítima, «boicotando» a actuação da banda. Os dois álbuns que compõem a discografia destes norte-americanos são excelentes; os temas são óptimos e estimulantes; a atitude indie rock está lá, mas a vertente noctívaga não se adaptou ao sol do final de tarde. Ficamos à aguardar um futuro regresso para rectificar a estreia em solo português. Finda a transmissão televisiva via rádio as «irmãs tesouras» ocuparam-se de incendiar o recinto do SBSR. Com uma atitude festiva e bastante alegre os nova-iorquinos Scissor Sisters conseguiram captar a atenção de rockeiros e indies, pondo toda a gente a dançar e a cantarolar temas como «Take Your Mama» a abrir, «Laura», «Comfortably Numb», «She’s My Man», «I Don’t Feel Like Dancing», «Tits On The Radio» e «Filthy Gorgeous» a fechar o teatro gay. Continuando em Nova Iorque, os Interpol estrearam-se (e já confirmaram nova passagem por palcos nacionais a 7 de Novembro no Coliseu de Lisboa) da melhor forma. Com o público ainda entusiasmado com a prestação dos vizinhos Scissor Sisters, Paul Banks e colegas conseguiram dar seguimento ao ambiente de empatia entre banda e público, arrancando uma excelente actuação. Com uma setlist que não esqueceu nenhum dos poucos singles da ainda curta carreira discográfica dos Interpol, houve espaço para alguns temas do novo «Our Love To Admire», a ser editar no dia 9 de Julho. O som esteve bom, o público mostrou-se apaixonado, a entrega foi total e quase ninguém deu conta do valente trambolhão do guitarrista Daniel Kessler durante «Obstacle 1». Temas como «PDA», «Slow Hands», «Evil», «Say Hello To The Angels», «Not Even Jail», «Obstacle 1», «C’mere», «Stellar Was A Diver And She Was Always Down» e o novíssimo «The Heinrich Maneuver» não defraudaram as expectativas de ninguém. Seja o regresso tão bom como a estreia e o culto por estes norte-americanos está garantido. Por fim, e já em fase de descompressão e dos necessários alongamentos, os Underworld tentaram animar o fecho do SBSR. Apesar do recinto ter ficado reduzido a metade após a saída de palco dos Interpol, a banda britânica cumpriu a tarefa, deixando para o final os tão desejados hits «Born Slippy» e «Jumbo».

Que venha a edição 14 e o nível das bandas a figurar no cartaz se mantenha.

Para o ano há mais…
Bem haja à organização.