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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Joan As Police Woman | The Magic

«The Deep Field», o terceiro álbum de originais de Joan As Police Woman, será editado só a 24 de Janeiro de 2011, mas «The Magic», o seu primeiro single, já corre o éter desta época natalícia. Entretanto, o vídeo de «The Magic», realizado por Ben Reed, também já chegou à World Wide Web.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Joan As Police Woman + Foge Foge Bandido

Na sexta-feira passada o pensamento que mais me passou pela cabeça foi: “Fim-de-semana à porta e sem planos para os próximos dois dias”. A agenda cultural anunciava algumas boas propostas, é certo, mas com a oferta que anda aí, já começo a racionar a ida a concertos. No entanto, mais uma vez tive a sorte de estar no local certo à hora certa e, graças à Radar (telefone a funcionar) e à organização do Festival Sintra Misty (facebook a funcionar), ganhei a oportunidade de rever Joan As Police Woman, confirmar a potencialidade do projecto Foge Foge Bandido e sair a meio da prestação de Mark Kozelek, desinteressante e sobranceira.
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Para não variar, e após mais um concerto em Portugal – o terceiro desde 2008 – Joan Wasser a.k.a. Joan As Police Woman surgiu na zona do merchandise para presentear alguns dos seus fãs com autógrafos e a sua natural simpatia. Prometendo, ainda, regressar em Março próximo – ao que parece já estão apalavrados concertos para Lisboa, Porto e, quem sabe, outros tantos locais –, para apresentar o novíssimo álbum, a editar já em Janeiro. Trabalho que não foi esquecido no concerto do passado sábado. As novas composições, algumas das quais já haviam subido ao palco do Lux em Outubro de 2009, revelaram uma Joan As Police Woman apurada, mas com a determinação em desbravar novos territórios. «Magic», por exemplo, mostrou uma cadência disco que nos atira para a pista de dança e «Flash», um ano depois, continua a provocar alguma ansiedade e desejo de ter o novo disco na mão. Quanto ao restante, confesso que gostei do concerto, mas não arrebatou. Quero dizer, Joan voltou a apresentar algumas das suas melhores composições («To Be Loved» e «Eternal Flame» a abrir e «Save Me» e «We Don’t Own It» a fechar), cumprindo os mínimos, mas, analisando o meu historial em concertos Joan As Police Woman, este terá sido o espectáculo mais morninho. Também, e dado estar inserido num festival, compreende-se alguma apatia do público presente. Mas, Joan Wasser já fez bem melhor. No entanto, e caso se confirme novo concerto para 2011, algo me diz que voltarei a marcar presença.
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A noite prosseguiu com o experimentalismo desvairado e engenhoso de Manel Cruz e o seu novo e «amigável monstro» Foge Foge Bandido. A descoberta do projecto tinha poucos dias e o interesse em assistir ao concerto de Sintra intensificava-se a cada nova audição de «O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei». A oportunidade lá surgiu e tive a felicidade de me estrear em concertos de um dos projectos mais originais, se não o mais original, da pop nacional. Espectáculo que vive da experimentação e que, para quem assiste, é impossível decifrar se aquela determinada quebra foi causada por uma qualquer falha ou se é mais um bafo de inspiração do colectivo portuense. Isto para dizer que a regra implementada no colectivo de músicos segue a velha máxima do «nada se perde, tudo se transforma». Metamorfoses várias que me relembraram os desvarios criativos do enorme Mike Patton, mas, no palco da sala Jorge Sampaio, do Centro Cultural Olga Cadaval, quem brilhou foi mesmo Manel Cruz e as suas arrebatadas composições. No entanto, e apesar do aparente desatino musical, o projecto Foge Foge Bandido acerta na mouche e mostra que também se faz música pop de extrema qualidade em Portugal e cantado em português («diz-me o porquê dessa canção tão triste / que me diz não vir de ninguém / decerto alguma coisa tu pediste a essa voz / que tu não sabes de onde vem // diz-me o porquê dessa canção tão triste / me fazer sentir tão bem / decerto alguma coisa mais te disse a mesma voz / que tu não dizes a ninguém // eu sei que tudo ser em vão é triste / como é triste um homem morrer / pergunta à voz se essa canção existe / e se ela não souber ninguém mais vai saber // diz-me o porquê desta canção tão triste / te fazer sentir tão bem / decerto eu oiço a voz que tu ouviste / talvez tu saibas de onde vem»). Enorme!



sábado, 17 de outubro de 2009

Lux domination by JAPW

Foi há cerca de um ano, mais precisamente a 9 de Novembro de 2008, que Joan Wasser a.k.a. Joan As Police Woman (JAPW) prometeu regressar ao nosso país. Regresso esse que ocorreu na passada quinta-feira, dia 15 de Outubro, na discoteca Lux. Se em 2008 JAPW apresentou «To Survive», o exemplar segundo álbum de originais, este ano foi a vez da tour «Interpretation Domination», que conta com a colaboração de Timo Ellis.
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O espectáculo serviu de mote para revelar «Cover», álbum que tem a particularidade de estar disponível só nos concertos de JAPW e que revisita temas de Jimi Hendrix, Britney Spears, Sonic Youth, Public Enemy, Iggy Pop, David Bowie, Nina Simone, Adam Ant, T.I. e T-Pain. Uma verdadeira raridade, ao estilo old school, como a própria Joan Wasser teve a oportunidade de referir. Foi com esse espírito que Joan Wasser e Timo Ellis se apresentaram no Lux. Munidos dos seus instrumentos habituais e dum sistema áudio, no qual era a cassete que ditava as leis, que dava corpo e algum ruído (dispensável, mas próprio das gravações caseiras) às músicas, o concerto decorreu como se de uma comunhão entre amigos se tratasse. A simpatia de Joan é transbordante e a forma descontraída com que se apresentou fez o resto. Foi, contudo, estranho verificar a dicotomia existente entre a JAPW de 2008 (mais precisa e preocupada com o pormenor) com a JAPW de 2009 (mais descomplexada e desprendida). No entanto, e apesar da má educação de algum do público presente, o espectáculo foi bom e além das novas covers, dos três temas novos («Flash», «Nervous» e o admirável «The Human Condition») JAPW não se esqueceu dos dois excelentes álbuns que compõem a sua discografia e temas como «To Be Loved», «Save Me», «Start Of My Heart» e «The Ride» estiveram em excelente plano. No fim houve, mais uma vez, tempo e disponibilidade de JAPW para trocar impressões e distribuir autógrafos na zona do Merchandise. Entretanto, deixo em repeat o vídeo de «Start Of My Heart», o mais recente single a ser extraído de «To Survive».
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Joan As Police Woman em Sintra

No passado dia nove de Novembro rumei a Sintra para assistir a mais um espectáculo que contou com a presença de Joan Wasser, a.k.a. Joan As Police Woman (JAPW). Não foi a primeira vez - e espero sinceramente não ter sido a última - que vi Joan Wasser em palco. Contudo, depois das prestações/colaborações nos espectáculos de Antony And The Johnsons e Rufus Wainwright (neste último caso chegou mesmo a apresentar-se como JAPW numa breve primeira parte), o concerto do passado Domingo, no Centro Cultural Olga Cadaval, marcou de forma inequívoca a primeira grande noite (de autêntica gala) para Joan Wasser na área da Grande Lisboa. É certo que a eterna namorada de Jeff Buckley já havia passado, num concerto só seu, pelo acolhedor palco do Santiago Alquimista, mas na altura não tive oportunidade de marcar presença e entendo que a serenidade e todo o romantismo patenteados na sua música encaixam muito melhor no admirável auditório Jorge Sampaio.
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Os ingredientes não podiam ser os melhores: o espaço era perfeito; «To Survive», álbum que justificou mais uma visita de JAPW ao nosso país, mantinha a demanda pop, sendo perceptível alguma influência da formação clássica da vocalista no arranjo das canções; e o público presente mostrava-se ansioso por ver e ouvir JAPW. O espectáculo pareceu-se como uma autêntica reunião de família e amigos por alturas do Natal. Razão pela qual estranhei a aparente timidez de Joan Wasser em se expor perante tão familiar cenário. Houve comentários acerca da arquitectura colorida das «nossas cidades», piadas sobre David Lee Roth (que ao que parece é paramédico nas urgências de um hospital em Nova Iorque), congratulações à «prestação» do público; observações várias sobre o auditório; reparos à apresentação meio lunática do baixista Timo Ellis; muito boa disposição e, essencialmente, excelentes canções. A minha admiração pela música e figura de JAPW não é recente. Apesar de «To Survive» não alcançar o nível do debut «Real Life», é um disco que não desilude e cumpre com os requisitos necessários para continuar a seguir todas as passadas do projecto JAPW. O concerto foi um espanto! A voz de Joan Wasser é «cristalinda»! Timo Ellis (baixo e voz) e Parker Kindred (bateria e voz) são perfeitos cúmplices de palco! Todavia, são as canções de JAPW que mais brilham. Desde a ode ao desalento vivido em relação às políticas da Administração Bush com «To America», à autêntica carta de amor que é «To Be Loved», passando por uma genuína lullaby com «To Survive» e chegando às intimistas «Honor Wishes» e «The Ride». Houve momentos mais dinâmicos como «Holiday», «Furious» e as majestosas «Eternal Flame» e «Christobel». Recordámos «I Defy», provavelmente a melhor canção de 2006, num inteligentíssimo exercício de coordenação vocal entre os três músicos em palco (desviando-nos a atenção da evidente ausência de Antony Hegarty nas vozes) e voltámos a perecer perante a desarmante «Feed The Light». No fim, Joan Wasser foi até à entrada do auditório para promover a venda de alguns discos (com direito ao desejado autografo) e T-Shirts. Só lhe ficou bem e a maior parte dos presentes agradeceu o simpático gesto...
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Joan As Police Woman | To Be Loved

aqui revelei que nutro uma simapatia especial por Joan Wasser (a.k.a. Joan As Police Woman). A ex de Jeff Buckley deu nas vistas enquanto colaboradora habitual de variadíssimos artistas como os Scissor Sisters, Lou Reed, Rufus Wainwright, John Cale, Antony ou mesmo Joseph Arthur. Nomes que viriam a influenciar «Real Life», a sua estreia discográfica de 2006. «To Survive» é o segundo álbum de Joan As Police Woman e «To Be Loved» é o seu fantástico primeiro single.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Viagens à tasca

Há algumas semanas tive a oportunidade de visitar, pela primeira vez, a tasca da Margem Sul, a qual se revelou um dos mais estimulantes estabelecimentos «disqueiros». Entre as novidades e as promoções do costume, lá descobrimos artigos raros para a nossa capital (e em formato E.P.)...
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Joan Wasser, mais conhecida por Joan As Police Woman, palmilha os trilhos da música há mais de 10 anos. De eterna namorada de Jeff Buckley a colaboradora habitual de variadíssimos artistas como os Scissor Sisters, Lou Reed, Sheryl Crow, Rufus Wainwright, Antony ou mesmo John Cale, Wasser foi ganhando prestígio e, nos intervalos das suas muitas participações em trabalhos alheios, foi gravando as suas próprias canções. Em 2003 edita «My Gurl», primeiro single e um dos seus melhores trabalhos que um ano depois integra o homónimo E.P. de estreia. «Joan As Police Woman» revela algum desequilíbrio, é certo, mas temas como o soberbo «My Gurl», «Stagger Into The Light» (onde paira o espírito de Jeff Buckley) e «Game Of Life» davam alguns indícios do que seria a sua estreia, em 2006, com «Real Life». Joan Wasser caracteriza a sua música como «punk rock r&b» que resulta de duas grandes influências: a soul clássica de Al Green e Nina Simone e o som rude e experimental de uns Sonic Youth. A experimentação é, de facto, a metodologia favorita de Joan As Police Woman, sendo as divagações sonoras ora ao piano ora ao violino e a sua voz lembra algumas soul artists. Porém, é a assimilação de traços interpretativos de Antony Hegarty e Rufus Wainwright que mais nos fascina. Para primeiros contactos com a obra de Joan As Police Woman aconselho «Real Life» (álbum que inclui o magnífico «I Defy»); para os admiradores «Joan As Police Woman E.P.» representa os primeiros meses de gestação do fantástico «Real Life».
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Se Joan As Police Woman foi uma das grandes surpresas do ano transacto, os norte-americanos The National têm-se revelado um dos melhores partidos neste ano de 2007. Desde a edição de «Boxer» que não consigo parar de os ouvir e de os procurar (ora na internet, ora nas tascas). Nesta estreia sulista encontrámos o saboroso E.P. «Cherry Tree». Lançado em 2004, entre «Sad Songs For Dirty Lovers» (2003) e «Alligator» (2005), este conjunto de sete temas representou um certo limar de arestas por parte dos The National. Se até então a banda revelava potencial, ainda por concretizar, após «Cherry Tree» apuraram-se fórmulas e os The National atinaram, dando indícios do que são actualmente: uma das melhores propostas vindas da terra do Tio Sam. O colectivo continua a abordar Nick Cave, Leonard Cohen, Tindersticks, Tom Waits, Bruce Springsteen, The Walkabouts, etc. de uma forma muito particular. A voz de Matt Berninger engrandece a música e a própria banda, mas é a empatia entre esta autêntica família que mais brilha. Os ambientes são harmoniosos q.b. e temas como «All Dolled-Up in Straps», «Cherry Tree», «About Today» e «Wasp Nest» revelam o início da fase mais proveitosa dos The National. Depois chegaram «Alligator» e «Boxer» e o culto surgiu.
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A última aposta, no meio de tantas outras possíveis, passou pelo álbum de remisturas dos sempre bem-vindos Bloc Party. Pela primeira vez encontrámos o dito álbum a preço decente (aceitável para uma colecção de remisturas, entenda-se) e nem pensámos duas vezes. As canções da recomendável estreia «Silent Alarm» são boas e os convidados, para a metamorfose sonora «Silent Alarm Remixed», foram escolhidos a dedo. O resultado final é bem bom para um álbum de remisturas. Entre as propostas apresentadas encontramos nomes e ambientes tão diversos como Ladytron que nos dão uma visão ainda mais sinistra e mecânica de «Like Eating Glass»; M83 que surge com uma assombrada versão de «The Pioneers»; Four Tet que pega em «So Here We Are» e o resultado é ainda mais etéreo que o original; Mogwai que desiludem um pouco com a pop plana em «Plans»; Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) que traz lições dadas pelos TV On The Radio para o universo Bloc Party; e os saudosos Death From Above 1979 que dão um interesse adicional ao já por si admirável «Luno». Pelo meio encontramos ainda belíssimos exercícios como «Helicopter [Whitey Remix]» que nos transporta para o mundo esquizofrénico dos Avalanches; o já aqui comentado «Banquet [Phones Disco Edit]» com a bateria e o baixo no volume máximo; a serenidade «This Modern Love [Dave P. And Adam Sparkles' Making Time Remix]» com tempero disco; e o rebelde «Price of Gasoline [Automato Remix]» numa versão mais «kraftwerkiana». Resumindo e concluindo: é mais um excelente conjunto de canções pop com a assinatura Bloc Party.
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Segue-se o vídeo de «Christobel», um dos melhores temas de Joan As Police Woman incluídos em «Real Life» e que conta com a ajuda preciosa de Joseph Arthur.