Os norte-americanos Grizzly Bear já revelaram novo vídeo para promover o último disco «Shields». A escolha, mais que acertada, recaiu sobre «gun-shy», uma das melhores canções ouvidas durante o ano de 2012. O vídeo é realizado por Chris Moyes.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
sábado, 10 de novembro de 2012
Baralhar e voltar a dar
“Yet again we’re the only ones, No surprise this is often how it’s done”. Os Grizzly Bear, em «Yet Again», single do mais recente disco «Shields», parecem referir-se a relações interpessoais, mas é quase impossível não transportarmos os seus versos iniciais para outro contexto. Isto porque a banda de Brooklyn continua a ser um caso único na pop dos anos 2000. «Veckatimest», disco de 2009 e o ponto de viragem na história dos Grizzly Bear, mostrou ao mundo pop um grupo de músicos com um apurado sentido de melodia e o gosto pela definição sonora (o mesmo que encontramos, por exemplo, na música dos The xx). Estruturas clássicas e produções que nos permitem identificar o delicioso dedilhar da guitarra em «Sleeping Ute», os depurados arranjos de Daniel Rossen e Chris Taylor em «Speak In Rounds», «Yet Again», «A Simple Answer» e «Gun-Shy», a simplicidade de processos em «The Hunt», ou o magnífico jogo de vozes de «Yet Again» e «Sun In Your Eyes». Elementos e canções que facilmente se conectam com o brilho de «Veckatimest». Porém, «Shields» tem a sua própria força. «Sleeping Ute», o primeiro tema a ser revelado do álbum, acusa a procura de texturas clássicas, mas, também, o apreço pelos The Beatles (fase «Abbey Road»), pela atitude rock de Neil Young e psicadelismo Pink Floyd. «Speak in Rounds» aposta em trilhos Calexico e «Gun-Shy» (muito provavelmente o tema mais acessível do disco) tresanda a produções Danger Mouse, via Broken Bells. Tudo isto compactado em canções de matriz Grizzly indie Bear. Portanto, «Shields» é mais um excelente trabalho destes nova-iorquinos.
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domingo, 30 de maio de 2010
Dois concertos, duas noites
Os dias não têm sido fáceis e a música continua a ser o meu escape da azáfama do dia-a-dia. Dessa forma e apesar de se tratar de uma semana ainda mais complicada que o habitual, foi com grande entusiasmo que assisti às estreias dos The xx e Grizzly Bear em palcos nacionais. Dois concertos em outras tantas noites, para mais tarde recordar.
Ora bem, «xx» e «Veckatimest», os últimos trabalhos dos The xx e Grizzly Bear, respectivamente, foram, na minha opinião, dois dos três melhores álbuns editados durante o ano de 2009. Discos que continuam a fazer a diferença neste primeiro semestre de 2010 e que prometem marcar a minha entrada nos trinta. Isto para dizer que as expectativas eram bastante altas e o sucesso dos concertos da passada semana já estava meio garantido. Intuição perigosa, eu sei. Contudo, tanto os The xx como os Grizzly Bear comprovaram-no em palco.
Ora bem, «xx» e «Veckatimest», os últimos trabalhos dos The xx e Grizzly Bear, respectivamente, foram, na minha opinião, dois dos três melhores álbuns editados durante o ano de 2009. Discos que continuam a fazer a diferença neste primeiro semestre de 2010 e que prometem marcar a minha entrada nos trinta. Isto para dizer que as expectativas eram bastante altas e o sucesso dos concertos da passada semana já estava meio garantido. Intuição perigosa, eu sei. Contudo, tanto os The xx como os Grizzly Bear comprovaram-no em palco.
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Existia, ainda assim, um ligeiro receio de que o concerto dos britânicos The xx caísse na monotonia. Nada que estivesse relacionado com a qualidade da música do trio londrino, mas sentia que o minimalismo que tanto êxito alcançou em disco dificilmente alcançaria o mesmo sucesso em palco. Isso comprovou-se, é certo, mas a banda soube reinventar-se, apresentando alguns momentos em registo jam session (relembro, por exemplo, a renovada roupagem de «Basic Space»). No entanto, sinto, igualmente, que a ausência de Baria Qureshi se fez sentir. A música dos The xx está diferente e a falta da segunda guitarra é evidente. Todavia, a prestação da banda não ficou manchada e o entusiasmo generalizado do público presente foi evidente. Aliás, a ansiedade de ver os The xx em palco sentia-se no início do espectáculo e nem a «verde» prestação dos novatos Long Way To Alaska arrefeceu as hostilidades. E assim, só quando se ouviram os primeiros acordes de «Intro» e se vislumbraram as sombras de Romy Madley-Croft, Oliver Sim e Jamie Smith projectadas no enorme pano colocado à frente do palco da Aula Magna é que o ambiente aqueceu verdadeiramente. A montra de possíveis singles de sucesso estava aberta e os The xx ofereceram um excelente concerto. Pecaram na hora de comunicar com o público, é certo, mas encantaram com o melhor que sabem fazer: canções simples e eficazes. Pena não se terem lembrado de apresentar «Teardrops» (original de Womack & Womack).
A noite seguinte ficou, igualmente, marcada pela actuação e pela música da banda que se apresentou em palco. Grizzly Bear é, para mim, sinónimo de melodias inteligentes e música desafiante. Canções pop que ambicionam o mundo, tentando palmilhar campos e géneros musicais tão dispares como a sedutora folk de um Elliott Smith e/ou Nick Drake, o romantismo «indiegente» de uns Mercury Rev, o irresistível melancolismo de uns Sparklehorse, ou o experimentalismo de um Brian Eno. Por isso há muito que esperava por este concerto dos norte-americanos. Ver uma das mais importantes bandas da actualidade em acção e ouvir algumas das canções mais inspiradas dos últimos tempos. O quarteto de Brooklyn esteve à altura dos acontecimentos e mostrou-se uma banda de excepção, também, em formato «live». Momentos como «Southern Point», «Cheerleader», «Knife», «Two Weeks», «Colorado», «Ready, Able», «While You Wait For The Others» e «All We Wask» (já no encore, em formato unplugged e a contar com a preciosa ajuda do público na percussão) permanecerão na minha memória durante os próximos tempos. Não só devido às músicas como também à forma como os Grizzly Bear destilaram suor e, principalmente, talento. A banda comunicou bastante com o público, mostrando um apurado sentido de humor, e confessou-se extremamente contente por finalmente estar em Lisboa. Algo me diz que o público também saiu do Coliseu bastante satisfeito.
Curiosamente tanto os Grizzly Bear como os The xx já têm novos concertos marcados para Portugal, desta feita inseridos em festivais de verão. No seguimento dos concertos da passada semana, a vontade de voltar a ver ambas as bandas é enorme...
Curiosamente tanto os Grizzly Bear como os The xx já têm novos concertos marcados para Portugal, desta feita inseridos em festivais de verão. No seguimento dos concertos da passada semana, a vontade de voltar a ver ambas as bandas é enorme...
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sábado, 7 de novembro de 2009
Grizzly Bear | Ready, Able
Mais um momento de excelência no admirável percurso dos norte-americanos Grizzly Bear. «Ready, Able» é já o terceiro single a ser extraído de «Veckatimest», o terceiro álbum da banda de Nova Iorque. O vídeo é realizado por Allison Schulnik.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Grizzly Bear | While You Wait For The Others
Os norte-americanos Grizzly Bear têm novo vídeo. «While You Wait For The Others» é já a segunda aposta da banda para o mui aplaudido «Veckatimest», sucedendo ao extraordinário «Two Weeks». O vídeo é realizado por Sean Pecknold.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Grizzly Bear | Two Weeks
Um dos discos que, nas últimas semanas, mais tem dado que falar é o terceiro trabalho dos nova-iorquinos Grizzly Bear. A banda favorita de Jonny Greenwood (Radiohead) acaba de editar «Veckatimest», álbum que sucede a «Horn Of Plenty» (2004) e «Yellow House» (2006). «Two Weeks», o seu primeiro single, é uma excelente amostra de uma das grandes edições de 2009..
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