«Let England Shake», o oitavo álbum de originais de PJ Harvey, foi mesmo o grande vencedor do Mercury Prize de 2011. Apontado como o favorito, «Let England Shake» representou a quarta nomeação e a segunda conquista para a britânica. A primeira distinção ocorreu há precisamente dez anos, com o soberbo «Stories From The City, Stories From The Sea».
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Dois em um
Se a minha presença no concerto dos The National foi decisão de última hora, a comparência na Aula Magna para assistir à estreia de PJ Harvey em Lisboa há muito que estava assegurada. Para além da minha profunda admiração pelo percurso de Polly Jean Harvey, «Let England Shake», o seu mais recente trabalho, merecia-o. A noite tinha, então, tudo para ser histórica, não fossem marcar, para esse mesmo serão, a estreia em palcos lisboetas do projecto Twin Shadow… Ainda assim, o coração levou-me até à Aula Magna, onde PJ Harvey ofereceu um espectáculo irrepreensível. São poucos os concertos em que a sensação de perfeição prevalece. No entanto, foi isso que aconteceu naquela hora e meia. PJ Harvey e respectiva banda suporte, composta por John Parish, Mick Harvey e Jean-Marc Butty (um verdadeiro luxo, senhores), provaram que a sala da Aula Magna tem boas condições para acolher concertos, sejam de rock n’ roll («Big Exit», «The Sky Lit Up» e «Bitter Branches»), de registos mais indie («C’mon Billy», «Pocket Knife» e «The River»), comprimentos de onda mais etéreos («All And Everyone», «The Devil», «On Battleship Hill», «Silence» e «Angelene»), ou de qualquer outro registo musical. Foi incrível a forma como o som se mostrou tão nítido e se conseguiu compreender todas as palavras que PJ Harvey cantou (já que o contacto com o público foi mínimo). Surpreendentes, a força e o magnetismo de PJ Harvey e, acima de tudo, o seu excepcional reportório. Houve, de certo, quem ficasse desiludido, porque sucessos foram muito poucos e, pasmem-se, PJ Harvey apresentou «Let England Shake» de uma ponta à outra, tendo ainda tempo para mostrar «The Big Guns Called Me Back Again» (lado-b de «The Words That Maketh Murder»). No entanto, a sensação é a de que Polly Jean Harvey continua em excelente forma e, principalmente, continua a merecer o epíteto de «Rainha do Rock». Long live the Queen!
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Terminada a magia na Aula Magna, rapidamente percebo que ainda estava a tempo de fechar a noite da melhor forma… Corro, então, para o Lux, pois, como era de prever, o início do concerto de Twin Shadow estava demorado... O recinto estava composto, é verdade, mas as condições encontradas ficaram aquém do desejado. Se, duas horas antes, o concerto de PJ Harvey se demarcou pela primazia e profissionalismo, a actuação de George Lewis Jr. e companheiros de palco/festa revelou-se despretensiosa e assente no lado mais cool do rock com temperos dos anos 80. Compreendemos que «Forget», debut álbum de Twin Shadow, é um disco tremendamente bem produzido e repleto de excelentes canções. Sonhos pop que resultam muito bem ao vivo, mas que perdem alguma da sua força pela falta de “estrada” do projecto. George Lewis Jr. pode não conseguir controlar a voz que ainda não tem, mas canções como «At My Heels» (momento da noite em que o som se apresentou nas melhores condições), «Slow», «For Now», «Forget», «I Can’t Wait», «Shooting Holes», «Castles In The Snow» e «Tyrant Destroyed» são recompensadoras. Um bom concerto que fechou uma noite em grande.
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Terminada a magia na Aula Magna, rapidamente percebo que ainda estava a tempo de fechar a noite da melhor forma… Corro, então, para o Lux, pois, como era de prever, o início do concerto de Twin Shadow estava demorado... O recinto estava composto, é verdade, mas as condições encontradas ficaram aquém do desejado. Se, duas horas antes, o concerto de PJ Harvey se demarcou pela primazia e profissionalismo, a actuação de George Lewis Jr. e companheiros de palco/festa revelou-se despretensiosa e assente no lado mais cool do rock com temperos dos anos 80. Compreendemos que «Forget», debut álbum de Twin Shadow, é um disco tremendamente bem produzido e repleto de excelentes canções. Sonhos pop que resultam muito bem ao vivo, mas que perdem alguma da sua força pela falta de “estrada” do projecto. George Lewis Jr. pode não conseguir controlar a voz que ainda não tem, mas canções como «At My Heels» (momento da noite em que o som se apresentou nas melhores condições), «Slow», «For Now», «Forget», «I Can’t Wait», «Shooting Holes», «Castles In The Snow» e «Tyrant Destroyed» são recompensadoras. Um bom concerto que fechou uma noite em grande.
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
PJ Harvey & Seamus Murphy | Let England Shake
Chegou ao fim a maratona videográfica de «Let England Shake». Das doze canções que compõem o mais recente trabalho de PJ Harvey saíram doze vídeos realizados por Seamus Murphy. Pequenas reportagens fotográficas de oito mil quilómetros de deambulações por terras de Sua Majestade.
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sábado, 21 de março de 2009
PJ Harvey & John Parish | Black Hearted Love
A dupla PJ Harvey & John Parish está de regresso aos discos. Depois de uma primeira aventura com «Dance Hall At Louse Point» (1996), surge agora «A Woman A Man Walked By» (com edição marcada para o próximo dia 30 de Março). Enquanto o disco não chega, deixo em alta rotação o vídeo do primeiro single: «Black Hearted Love».
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Viagens à tasca
Após o primeiro relato de uma excursão à «selva», regressamos às usuais viagens tasqueiras para destacar dois dos grandes discos de 2007, «White Chalk» de PJ Harvey e «Graduation» de Kanye West. Se Mr. West tem a cada novo disco aumentado os seus créditos por estes lados, PJ Harvey já é uma das preferências desta casa.
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Polly Jean Harvey, inglesa que em 2009 completará quarenta anos de idade, é uma das fortes paixões musicais. Desde a distante descoberta, em 1995 com o soberbo «To Bring You My Love», que tento seguir de perto tudo o que envolva o nome de PJ. Não bastasse o carisma de Miss Harvey, que lhe valeu o título de «Rainha do Rock», a sua já longa carreira discográfica, pautada pela constante renovação e audácia em alcançar novos horizontes, tem aumentado a paixão. Do punk rock rijo e sujo evidenciado em «Dry» e «Rid Of Me» seguiu-se uma etapa mais indie bluesy rock idealista, na qual as melodias, os sintetizadores e as acústicas revelavam uma sonoridade muitas vezes associada à génese dos Neutral Milk Hotel e que fizeram mossa em «To Bring You My Love». Público e imprensa renderam-se aos encantos de PJ Harvey e assim nascia um dos mais merecedores cultos rock do século XX. Antes de chegarmos ao etéreo «White Chalk», PJ Harvey editou o sombrio «Is This Desire?» (1998), o citadino e mais acessível «Stories From The City, Stories From The Sea» (2000) e o cru «Uh Huh Her» (2004). O que faz então a diferença no trabalho de 2007? Antes de mais há que esquecer os característicos riffs de guitarra. O piano e a voz são agora os pontos dinamizadores da obra de PJ Harvey. Num verdadeiro tom confessional e de quase desespero deparamo-nos com o lado mais sentimental e humano desta «cantautora» inglesa. Verdade seja dita, em «White Chalk» damos de caras com uma PJ Harvey até à data desconhecida. Do lamento de «Broken Harp», tema onde ouvimos «Can you forgive me», ao sincero «To Talk To You», escrito em memória da sua avó («Oh grandmother / How I miss you / Under the earth / Wish I was with you») e passando pela confissão «Oh God I miss you» em «The Piano», PJ Harvey apresenta-se agora mais frágil e transparente. Existe, na sua voz, uma densidade mais pura e ao mesmo tempo mais intensa. No entanto, se em «Dear Darkness» e «When Under Ether» pressentimos os sombrios ambientes de «Is This Desire?», «White Chalk» e «The Piano» recuperam a faceta mais radiofriendly de «Stories From The City, Sories From The Sea» e tanto «Grow Grow Grow» como «Silence» e «The Mountain» recuperam a crueza de «Uh Huh Her». Toques pessoais de Miss PJ Harvey que em nada prejudicam a nossa admiração pela singer/songwriter nem pelo excelente «White Chalk».
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A segunda aposta de mais um fim-de-semana tasqueiro recaiu sobre Kanye West, rapper norte-americano que conheceu a fama como produtor antes de se aventurar numa carreira a solo. Pessoalmente, posso adiantar que foi desde 2004, através do surpreendente «The College Dropout», que Jay-Z e Outkast conheceram um concorrente à altura para verdadeiras batalhas discográficas (razão pela qual nem vale a pena mencionar o episódio anedótico com 50 Cent). Volvidos três anos e três óptimos álbuns, Kanye West continua a entreter-nos, oferecendo música inovadora e fresquíssima para a cena rap. Exímio produtor, que transforma o mais duvidoso jingle em sample de altíssima qualidade (ouça-se «Touch The Sky», de «Late Registration»), Kanye West tem consolidado a sua posição e importância para a música popular contemporânea. Michael Jackson fez tudo para recrutar os seus serviços. Common, The Game, Pharrell Williams, John Legend e mesmo Alicia Keys são alguns dos nomes com quem Kanye West já trabalhou. Os hits radiofónicos são uma constante e qualquer edição discográfica em nome próprio é sinónimo de sucesso. Foi assim com o anterior «Late Registration» e tudo se repetiu com o mais recente «Graduation». Tanto os beats comos os loops voltam a ser contagiantes, os samples parecem escolhidos a dedo, o sintetizadores e influências pop française marcam presença e os convidados especiais abrem portas a outros estilos e outros públicos alvo. «Stronger», «I Wonder», «Good Life», «Everything I Am», «Champion», «Homecoming» e «Big Brother» são alguns dos momentos mais vitaminados de 2007 e a justificação para apostar num regresso a palcos nacionais (depois da notável estreia no Cool Jazz Fest de 2006).
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Polly Jean Harvey, inglesa que em 2009 completará quarenta anos de idade, é uma das fortes paixões musicais. Desde a distante descoberta, em 1995 com o soberbo «To Bring You My Love», que tento seguir de perto tudo o que envolva o nome de PJ. Não bastasse o carisma de Miss Harvey, que lhe valeu o título de «Rainha do Rock», a sua já longa carreira discográfica, pautada pela constante renovação e audácia em alcançar novos horizontes, tem aumentado a paixão. Do punk rock rijo e sujo evidenciado em «Dry» e «Rid Of Me» seguiu-se uma etapa mais indie bluesy rock idealista, na qual as melodias, os sintetizadores e as acústicas revelavam uma sonoridade muitas vezes associada à génese dos Neutral Milk Hotel e que fizeram mossa em «To Bring You My Love». Público e imprensa renderam-se aos encantos de PJ Harvey e assim nascia um dos mais merecedores cultos rock do século XX. Antes de chegarmos ao etéreo «White Chalk», PJ Harvey editou o sombrio «Is This Desire?» (1998), o citadino e mais acessível «Stories From The City, Stories From The Sea» (2000) e o cru «Uh Huh Her» (2004). O que faz então a diferença no trabalho de 2007? Antes de mais há que esquecer os característicos riffs de guitarra. O piano e a voz são agora os pontos dinamizadores da obra de PJ Harvey. Num verdadeiro tom confessional e de quase desespero deparamo-nos com o lado mais sentimental e humano desta «cantautora» inglesa. Verdade seja dita, em «White Chalk» damos de caras com uma PJ Harvey até à data desconhecida. Do lamento de «Broken Harp», tema onde ouvimos «Can you forgive me», ao sincero «To Talk To You», escrito em memória da sua avó («Oh grandmother / How I miss you / Under the earth / Wish I was with you») e passando pela confissão «Oh God I miss you» em «The Piano», PJ Harvey apresenta-se agora mais frágil e transparente. Existe, na sua voz, uma densidade mais pura e ao mesmo tempo mais intensa. No entanto, se em «Dear Darkness» e «When Under Ether» pressentimos os sombrios ambientes de «Is This Desire?», «White Chalk» e «The Piano» recuperam a faceta mais radiofriendly de «Stories From The City, Sories From The Sea» e tanto «Grow Grow Grow» como «Silence» e «The Mountain» recuperam a crueza de «Uh Huh Her». Toques pessoais de Miss PJ Harvey que em nada prejudicam a nossa admiração pela singer/songwriter nem pelo excelente «White Chalk»..
A segunda aposta de mais um fim-de-semana tasqueiro recaiu sobre Kanye West, rapper norte-americano que conheceu a fama como produtor antes de se aventurar numa carreira a solo. Pessoalmente, posso adiantar que foi desde 2004, através do surpreendente «The College Dropout», que Jay-Z e Outkast conheceram um concorrente à altura para verdadeiras batalhas discográficas (razão pela qual nem vale a pena mencionar o episódio anedótico com 50 Cent). Volvidos três anos e três óptimos álbuns, Kanye West continua a entreter-nos, oferecendo música inovadora e fresquíssima para a cena rap. Exímio produtor, que transforma o mais duvidoso jingle em sample de altíssima qualidade (ouça-se «Touch The Sky», de «Late Registration»), Kanye West tem consolidado a sua posição e importância para a música popular contemporânea. Michael Jackson fez tudo para recrutar os seus serviços. Common, The Game, Pharrell Williams, John Legend e mesmo Alicia Keys são alguns dos nomes com quem Kanye West já trabalhou. Os hits radiofónicos são uma constante e qualquer edição discográfica em nome próprio é sinónimo de sucesso. Foi assim com o anterior «Late Registration» e tudo se repetiu com o mais recente «Graduation». Tanto os beats comos os loops voltam a ser contagiantes, os samples parecem escolhidos a dedo, o sintetizadores e influências pop française marcam presença e os convidados especiais abrem portas a outros estilos e outros públicos alvo. «Stronger», «I Wonder», «Good Life», «Everything I Am», «Champion», «Homecoming» e «Big Brother» são alguns dos momentos mais vitaminados de 2007 e a justificação para apostar num regresso a palcos nacionais (depois da notável estreia no Cool Jazz Fest de 2006)..
A fechar apresento uma arrepiante interpretação de PJ Harvey para «The Devil», o tema de abertura de «White Chalk».
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terça-feira, 3 de julho de 2007
PJ Harvey
Outro dos regressos anunciados e dos mais desejados para este ano de 2007 (depois de também surgirem algumas declarações a prever o abandono da indústria discográfica), é o de PJ Harvey. De acordo com o sítio electrónico da artista, Polly Jean Harvey regressará a 24 de Setembro com um novo álbum intitulado «White Chalk».
Já confirmado estão as participações de Eric Drew Feldman e Jim White dos Dirty Three. Contudo, o sucessor de «Uh Huh Her» (de 2004) terá também as colaborações dos habituais parceiros Flood e John Parish.
Já confirmado estão as participações de Eric Drew Feldman e Jim White dos Dirty Three. Contudo, o sucessor de «Uh Huh Her» (de 2004) terá também as colaborações dos habituais parceiros Flood e John Parish.
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Enquanto não nos chegam novidades sonoras, fica em airplay «Send His Love To Me», tema extraído do soberbo «To Bring You My Love», de 1995.
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