Mark Oliver Everett, a.k.a. E, prepara-se para editar mais um disco da saga EELS. «Wonderful, Glorious» chega às lojas em Fevereiro de 2013 e este «Peach Blossom» é o seu single de apresentação. O vídeo é realizado por Andrew Van Baal.
Mostrar mensagens com a etiqueta Eels. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eels. Mostrar todas as mensagens
domingo, 9 de dezembro de 2012
EELS | Peach Blossom
Mark Oliver Everett, a.k.a. E, prepara-se para editar mais um disco da saga EELS. «Wonderful, Glorious» chega às lojas em Fevereiro de 2013 e este «Peach Blossom» é o seu single de apresentação. O vídeo é realizado por Andrew Van Baal.
Etiquetas:
Eels
sábado, 25 de setembro de 2010
Domingo em festa
A noite estava há muito reservada para a minha estreia em concertos do talentoso Mark Oliver Everett, a.k.a. Mr. E, com o seu projecto de longa data EELS. Contudo, uma simples mensagem de telemóvel levou-me até ao, então desconhecido, Clube Ferroviário para outra estreia absoluta: B Fachada. Apesar de ainda não ter explorado «Há Festa na Moradia», o mais recente disco de B Fachada, a minha adoração pela obra deste ‘cantautor’, que trocou uma carreira na física pelos palcos, tratou de quase tudo o resto. É certo que o local não podia ser mais apropriado para um concerto íntimo e estival, como se desejaria. Uma esplanada com o Tejo no horizonte e um Bar que, entre outras coisas, me brindou com o saudoso granizado de Açaí, o qual fez maravilhas, em Fevereiro passado, na cidade do Rio de Janeiro. Encontrei amigos de longa data e de outros ‘espectáculos’ para uma verdadeira festa no concorrido terraço do Clube Ferroviário. B Fachada apresentou alguns temas novos, passou pelo mais recente trabalho, pelo importante «Um Fim-de-semana no Pónei Dourado» e, como não podia deixar de ser, recuperou algumas das canções mais aplaudidas do álbum homónimo de 2009. Confesso que me bastaria ouvir «Tempo Para Cantar» e/ou «O Desamor» para enaltecer, uma vez mais, o trabalho de B Fachada. Ambas as canções passaram pelo palco, tal como «A Velha Europa», «Etelvina» (numa versão personalizada do original de Sérgio Godinho) e o já emblemático «Zé». Tudo parecia perfeito! Todavia, para quem ficou mais afastado do palco, como eu, acabou por não entrar verdadeiramente naquela festa de final de tarde. Faltou só um bocadinho mais de som para aprimorar aquela passagem pela Rua de Santa Apolónia..
Primor era a nova que, entretanto, vinha do Estádio da Luz. Cardozo fazia as pazes com os adeptos benfiquistas e tudo parecia encaminhado para uma noite em beleza. Ora então, se a apresentação de B Fachada pecou pelo fraco som, a dos EELS ofereceu decibéis a rodos e capazes de ferir os ouvidos de qualquer um dos presentes. Dado que chegou a provocar algumas desistências. Quanto a mim, desde a já longínqua descoberta de «Beautiful Freak» (1996) que desejava ver estes EELS ao vivo e nem o facto dos últimos registos estarem um pouco aquém de outros momentos do projecto me fez abdicar deste espectáculo. O certo é que bastaria a Mr. E subir ao palco para que a noite fosse plena de entusiasmo e satisfação. Isto porque Mr. E conquistou-me há muito com o já citado «Beautiful Freak» (1996) e «Electro-Shock Blues» (1998). Todavia, quem se deslocou ao Coliseu para ver e ouvir a pop melancólica de «Novocaine For The Soul» e «Electro-Shock Blues», o suave perfume folk de «Climbing To The Moon» e «Guest List», o “sarcasmo” naïve de «Your Lucky Day In Hell» e «My Beloved Monster», o rock alternativo de «Cancer For The Cure» e «Not Ready Yet», a pop em tons de brincadeira de «I Like Birds» e «Last Stop: This Town», ou o grunge de «Mental» e «Rags To Rags» foi ao engano. Ao vivo. os EELS são uma banda rock & blues de barba rija e, em cima do palco, nem os temas mais ordeiros, alguns dos quais já identificados, se livram da roupagem rock sulista. Não é, de todo, a minha versão preferida dos EELS, a que assisti no passado domingo, mas a noite era de celebração. É certo que Mark Oliver Everett não se mostrou muito comunicativo e o Coliseu esteve a meio gás, mas foi uma excelente noite rock & roll por onde passaram grandes canções dos EELS e versões de «She Said Yeah» (Rolling Stones), «Summer In The City» (The Lovin’ Spoonful) e «Summertime» (George Gershw
in). Por fim, e apesar do merchandise já não ser muito (o espectáculo do passado domingo encerrava a digressão de apoio ao mais recente trabalho «Tomorrow Morning»), consegui adquirir o CD + DVD «EELS Live And In Person! - London 2006» (2008), artigo exclusivo para venda nos concertos dos EELS.
.
Para terminar deixo em airplay «Baby Loves Me», o mais recente vídeo dos EELS.
Primor era a nova que, entretanto, vinha do Estádio da Luz. Cardozo fazia as pazes com os adeptos benfiquistas e tudo parecia encaminhado para uma noite em beleza. Ora então, se a apresentação de B Fachada pecou pelo fraco som, a dos EELS ofereceu decibéis a rodos e capazes de ferir os ouvidos de qualquer um dos presentes. Dado que chegou a provocar algumas desistências. Quanto a mim, desde a já longínqua descoberta de «Beautiful Freak» (1996) que desejava ver estes EELS ao vivo e nem o facto dos últimos registos estarem um pouco aquém de outros momentos do projecto me fez abdicar deste espectáculo. O certo é que bastaria a Mr. E subir ao palco para que a noite fosse plena de entusiasmo e satisfação. Isto porque Mr. E conquistou-me há muito com o já citado «Beautiful Freak» (1996) e «Electro-Shock Blues» (1998). Todavia, quem se deslocou ao Coliseu para ver e ouvir a pop melancólica de «Novocaine For The Soul» e «Electro-Shock Blues», o suave perfume folk de «Climbing To The Moon» e «Guest List», o “sarcasmo” naïve de «Your Lucky Day In Hell» e «My Beloved Monster», o rock alternativo de «Cancer For The Cure» e «Not Ready Yet», a pop em tons de brincadeira de «I Like Birds» e «Last Stop: This Town», ou o grunge de «Mental» e «Rags To Rags» foi ao engano. Ao vivo. os EELS são uma banda rock & blues de barba rija e, em cima do palco, nem os temas mais ordeiros, alguns dos quais já identificados, se livram da roupagem rock sulista. Não é, de todo, a minha versão preferida dos EELS, a que assisti no passado domingo, mas a noite era de celebração. É certo que Mark Oliver Everett não se mostrou muito comunicativo e o Coliseu esteve a meio gás, mas foi uma excelente noite rock & roll por onde passaram grandes canções dos EELS e versões de «She Said Yeah» (Rolling Stones), «Summer In The City» (The Lovin’ Spoonful) e «Summertime» (George Gershw
in). Por fim, e apesar do merchandise já não ser muito (o espectáculo do passado domingo encerrava a digressão de apoio ao mais recente trabalho «Tomorrow Morning»), consegui adquirir o CD + DVD «EELS Live And In Person! - London 2006» (2008), artigo exclusivo para venda nos concertos dos EELS..
Para terminar deixo em airplay «Baby Loves Me», o mais recente vídeo dos EELS.
sábado, 24 de julho de 2010
EELS | Spectacular Girl
Em pouco mais de doze meses, Mark Oliver Everett compôs e produziu «Hombre Lobo», «End Times» e «Tomorrow Morning». Uma trilogia de álbuns conceptuais que nos oferece alguns dos melhores momentos musicais de 2009 e 2010. «Tomorrow Morning», o álbum que encerra a citada trilogia, será editado no final de Agosto, mas o vídeo de «Spectacular Girl», o seu primeiro single, já pode ser visionado aqui. Mais uma excelente canção na admirável discografia dos EELS. Entretanto, informo que os EELS já têm marcado o regresso a palcos nacionais (dia 19 de Setembro no Coliseu de Lisboa).
Etiquetas:
Eels
sábado, 27 de fevereiro de 2010
2010 | Viagens à tasca em período de férias I
Como não podia deixar de acontecer, o meu recente retiro ao estrangeiro serviu, entre outras coisas, para efectuar algumas pesquisas tasqueiras. A primeira paragem foi em Genebra, naquela que foi a minha terceira visita e a mais curta de todas. Ora, entre o obrigatório passeio pelas margens do Lac Léman e a curiosidade em descobrir as maiores diferenças entre a Genebra dos dias que correm com a Genebra de 2007 (ano da minha última visita), decidi ir até à Rue de Rive e uma das FNAC genebrinas. Calhou bem, pois a neve tanto ameaçou que acabou por aparecer.
.
Lac Lemán.
Aviso já que os discos na Suíça continuam mais baratos que em Portugal. É algo que me faz algumas confusão, mas quem sou eu para dizer o que seja. No que diz respeito à colheita, esta ficou marcada pelos mais recentes álbuns dos norte-americanos Spoon e EELS, e pelos últimos trabalhos dos Fanfarlo, Goldfrapp, Joseph Arthur e Death Cab For Cutie.
Aviso já que os discos na Suíça continuam mais baratos que em Portugal. É algo que me faz algumas confusão, mas quem sou eu para dizer o que seja. No que diz respeito à colheita, esta ficou marcada pelos mais recentes álbuns dos norte-americanos Spoon e EELS, e pelos últimos trabalhos dos Fanfarlo, Goldfrapp, Joseph Arthur e Death Cab For Cutie.
.
A viagem inicia-se ao som dos Fanfarlo, banda sedeada em Londres e arquitectada pelo sueco Simon Balthazar. Convém esclarecer que a sonoridade destes Fanfarlo é bastante familiar. Porquê? Primeiro porque é fortemente influenciada pelos saudosos Neutral Milk Hotel e pelos canadianos Arcade Fire («I’m A Pilot» parece uma sequela de «Une Année Sans Lumière», de «Funeral», e «Drowning Men» podia, perfeitamente, ser um tema de Win Butler). Segundo, porque a banda percorre os trilhos indie de Zach «Beirut» Condon (ouçam-se, por exemplo, «Ghosts» e «The Walls Are Coming Down»), dos norte-americanos Okkervil River («Comets» e «Fire Escape» podiam, muito bem, surgir no alinhamento final de «The Stage Names») e dos Clap Your Hands Say Yeah. No entanto, e para o nosso próprio bem, encontramos, aqui e ali, pequenos aromas eighties. «Luna», por exemplo, recupera a energia de «Dancing In The Dark», de Bruce Springsteen, e «Harold T. Wilkins, Or How To Wait For A Very Long Time» respira a mesma energia que David Byrne conferia à música dos Talking Heads. Em suma, «Reservoir» não nos traz nada de novo, mas a música é boa e o resultado é bastante satisfatório. Fica, igualmente, a curiosidade de ver como funcionam as músicas ao vivo.
A viagem inicia-se ao som dos Fanfarlo, banda sedeada em Londres e arquitectada pelo sueco Simon Balthazar. Convém esclarecer que a sonoridade destes Fanfarlo é bastante familiar. Porquê? Primeiro porque é fortemente influenciada pelos saudosos Neutral Milk Hotel e pelos canadianos Arcade Fire («I’m A Pilot» parece uma sequela de «Une Année Sans Lumière», de «Funeral», e «Drowning Men» podia, perfeitamente, ser um tema de Win Butler). Segundo, porque a banda percorre os trilhos indie de Zach «Beirut» Condon (ouçam-se, por exemplo, «Ghosts» e «The Walls Are Coming Down»), dos norte-americanos Okkervil River («Comets» e «Fire Escape» podiam, muito bem, surgir no alinhamento final de «The Stage Names») e dos Clap Your Hands Say Yeah. No entanto, e para o nosso próprio bem, encontramos, aqui e ali, pequenos aromas eighties. «Luna», por exemplo, recupera a energia de «Dancing In The Dark», de Bruce Springsteen, e «Harold T. Wilkins, Or How To Wait For A Very Long Time» respira a mesma energia que David Byrne conferia à música dos Talking Heads. Em suma, «Reservoir» não nos traz nada de novo, mas a música é boa e o resultado é bastante satisfatório. Fica, igualmente, a curiosidade de ver como funcionam as músicas ao vivo..
A segunda aposta recaiu sobre «The Open Door EP» (2009), dos Death Cab For Cutie. Confesso que me aventurei na discografia dos Death Cab For Cutie há relativamente pouco tempo. Fui convivendo, ao longo dos anos, com algumas canções de Ben Gibbard e companhia, mas nunca tive a curiosidade em aprofundar muito mais que isso. Todavia, um pequeno comentário de um amigo bastou para dar o primeiro passo e descobrir alguns dos discos mais simpáticos dos últimos doze anos. Contudo, o meu álbum favorito do universo que rodeia os Death Cab For Cutie continua a ser «Given Up» dos The Postal Service, o projecto mais «electró-doce» do vocalista e letrista Ben Gibbard. Quanto a este «The Open Door EP», editado pouco tempo depois de «Narrow Stairs», o muito contestado sexto álbum da banda norte-americana, e pouco tempo antes da exposição excessiva da banda com o tema principal da banda sonora vampírica de «New Moon», o disco é composto por temas que não encaixaram no alinhamento final de «Narrow Stairs». Atenção, não estamos perante uma colecção de lados-b, mas antes de uma colecção de canções que, mantendo a marca de qualidade dos Death Cab For Cutie, não respiravam as mesmas angústias que as canções que integraram «Narrow Stairs». São, assim, temas mais entusiásticos e mais upbeat (à excepção da versão demo de «Talking Bird») que justificaram a edição deste EP, acabando por resultar muito bem.
A segunda aposta recaiu sobre «The Open Door EP» (2009), dos Death Cab For Cutie. Confesso que me aventurei na discografia dos Death Cab For Cutie há relativamente pouco tempo. Fui convivendo, ao longo dos anos, com algumas canções de Ben Gibbard e companhia, mas nunca tive a curiosidade em aprofundar muito mais que isso. Todavia, um pequeno comentário de um amigo bastou para dar o primeiro passo e descobrir alguns dos discos mais simpáticos dos últimos doze anos. Contudo, o meu álbum favorito do universo que rodeia os Death Cab For Cutie continua a ser «Given Up» dos The Postal Service, o projecto mais «electró-doce» do vocalista e letrista Ben Gibbard. Quanto a este «The Open Door EP», editado pouco tempo depois de «Narrow Stairs», o muito contestado sexto álbum da banda norte-americana, e pouco tempo antes da exposição excessiva da banda com o tema principal da banda sonora vampírica de «New Moon», o disco é composto por temas que não encaixaram no alinhamento final de «Narrow Stairs». Atenção, não estamos perante uma colecção de lados-b, mas antes de uma colecção de canções que, mantendo a marca de qualidade dos Death Cab For Cutie, não respiravam as mesmas angústias que as canções que integraram «Narrow Stairs». São, assim, temas mais entusiásticos e mais upbeat (à excepção da versão demo de «Talking Bird») que justificaram a edição deste EP, acabando por resultar muito bem..
Seguimos com os britânicos Goldfrapp e a segunda edição especial do último álbum de originais «Seventh Tree». Anunciado como o disco que recupera a melancolia bucólica do debut «Felt Mountain» (um dos meus álbuns favoritos), «Seventh Tree» acabou por dividir opiniões. O certo é que a banda já veio revelar que o próximo trabalho será, uma vez mais, baseado nas electrónicas. Facto que não sendo necessariamente mau, me deixa um pouco desgostoso. Isto, porque pertenço à facção que reivindica a fase folk trip-hop como a melhor dos Goldfrapp. Razão pela qual capitulei por completo ao ouvir os primeiros temas de «Seventh Tree». Se «Clown» é a canção perfeita para ouvir num conturbado domingo de manhã e na companhia de Vashti Bunyan, «Little Bird» oferece-nos uma visão acústica e um pouco mais leve do negrume de uns This Mortal Coil e Cocteau Twins. No entanto, depois do expansivo «Happiness» (canção que pode pecar por ser alegre demais) e do persuasivo «Road To Somewhere» (a recordar o melhor do britânico Craig Armstrong), o disco parece accionar o piloto automático. «Eat Yourself» percorre os mesmos caminhos de «Clown»; «A&E» é um autêntico três em um de «Little Bird», «Happiness» e «Road To Somewhere»; e «Caravan Girl» parece um clone de, mais uma vez, «Happiness». Por sua vez, exibindo-se como um autêntico outsider, «Cologne Cerrone Houdini» sugere uma interessante visão dos franceses Air ao lado de Neil Hannon para o clássico dos Goldfrapp «Pilots». Isto tudo para dizer que «Seventh Tree» tem o condão de nos abrir o apetite, mas que acaba por nos deixar a pão e água. Para condimentar um pouco a presente edição, o álbum vem acompanhado de um DVD repleto de vídeos e de actuações ao vivo.
Seguimos com os britânicos Goldfrapp e a segunda edição especial do último álbum de originais «Seventh Tree». Anunciado como o disco que recupera a melancolia bucólica do debut «Felt Mountain» (um dos meus álbuns favoritos), «Seventh Tree» acabou por dividir opiniões. O certo é que a banda já veio revelar que o próximo trabalho será, uma vez mais, baseado nas electrónicas. Facto que não sendo necessariamente mau, me deixa um pouco desgostoso. Isto, porque pertenço à facção que reivindica a fase folk trip-hop como a melhor dos Goldfrapp. Razão pela qual capitulei por completo ao ouvir os primeiros temas de «Seventh Tree». Se «Clown» é a canção perfeita para ouvir num conturbado domingo de manhã e na companhia de Vashti Bunyan, «Little Bird» oferece-nos uma visão acústica e um pouco mais leve do negrume de uns This Mortal Coil e Cocteau Twins. No entanto, depois do expansivo «Happiness» (canção que pode pecar por ser alegre demais) e do persuasivo «Road To Somewhere» (a recordar o melhor do britânico Craig Armstrong), o disco parece accionar o piloto automático. «Eat Yourself» percorre os mesmos caminhos de «Clown»; «A&E» é um autêntico três em um de «Little Bird», «Happiness» e «Road To Somewhere»; e «Caravan Girl» parece um clone de, mais uma vez, «Happiness». Por sua vez, exibindo-se como um autêntico outsider, «Cologne Cerrone Houdini» sugere uma interessante visão dos franceses Air ao lado de Neil Hannon para o clássico dos Goldfrapp «Pilots». Isto tudo para dizer que «Seventh Tree» tem o condão de nos abrir o apetite, mas que acaba por nos deixar a pão e água. Para condimentar um pouco a presente edição, o álbum vem acompanhado de um DVD repleto de vídeos e de actuações ao vivo..
Chegamos ao norte-americano Joseph Arthur e a um dos casos mais «disformes» da discografia lá de casa. Singer-songwriter de eleição, descoberto pela editora de Peter Gabriel em meados dos anos 90, que viveu a sua época dourada entre 1997 e 2004. Período em que gravou os seus melhores trabalhos e teve a oportunidade de andar em digressão com nomes como Peter Gabriel, Ben Harper (concerto que passou pelo Coliseu de Lisboa), Gomez e R.E.M. (espectáculo ao qual tive a felicidade de assistir, no Pavilhão Atlântico). Foi com base nessas digressões que Joseph Arthur foi cimentando a sua posição junto dos melómanos mais atentos. Quatros excelentes álbuns depois, Joseph Arthur cria a sua própria editora e perde-se no que poderemos classificar como a sua própria «liberdade artística». Sem rei, mas com muito rock psicadélico à mistura, a música de Joseph Arthur, já na companhia da sua nova banda The Lonely Astronauts, foi revelando-se cada vez menos apelativa (ainda alguém se lembra do inenarrável «Let’s Just Be», de 2007?). Assimetria que não se mostra muito neste «Temporary People», mas que acaba por pairar sobre as suas canções. Canções que perseguem o mestre Bob Dylan, mas que ainda assim se perdem em alguns devaneios «artísticos» de Joseph Arthur. Existem, contudo, algumas canções dignas de nota, como são os casos de «Temporary People», «Heart’s A Soldier», «Faith», «Turn You On» ou mesmo «Good Friend», mas é muito pouco para o tanto que Joseph Arthur já mostrou.
Chegamos ao norte-americano Joseph Arthur e a um dos casos mais «disformes» da discografia lá de casa. Singer-songwriter de eleição, descoberto pela editora de Peter Gabriel em meados dos anos 90, que viveu a sua época dourada entre 1997 e 2004. Período em que gravou os seus melhores trabalhos e teve a oportunidade de andar em digressão com nomes como Peter Gabriel, Ben Harper (concerto que passou pelo Coliseu de Lisboa), Gomez e R.E.M. (espectáculo ao qual tive a felicidade de assistir, no Pavilhão Atlântico). Foi com base nessas digressões que Joseph Arthur foi cimentando a sua posição junto dos melómanos mais atentos. Quatros excelentes álbuns depois, Joseph Arthur cria a sua própria editora e perde-se no que poderemos classificar como a sua própria «liberdade artística». Sem rei, mas com muito rock psicadélico à mistura, a música de Joseph Arthur, já na companhia da sua nova banda The Lonely Astronauts, foi revelando-se cada vez menos apelativa (ainda alguém se lembra do inenarrável «Let’s Just Be», de 2007?). Assimetria que não se mostra muito neste «Temporary People», mas que acaba por pairar sobre as suas canções. Canções que perseguem o mestre Bob Dylan, mas que ainda assim se perdem em alguns devaneios «artísticos» de Joseph Arthur. Existem, contudo, algumas canções dignas de nota, como são os casos de «Temporary People», «Heart’s A Soldier», «Faith», «Turn You On» ou mesmo «Good Friend», mas é muito pouco para o tanto que Joseph Arthur já mostrou..
Os EELS e o mais recente «End Times» também marcaram presença nesta minha recente passagem por Genebra. Depois do conceptual «Hombre Lobo», o disco composto por doze canções sobre o desejo, Mark Oliver Everett não perdeu tempo e compôs mais um álbum que vai direito ao coração de todos os seus fervorosos seguidores. Canções simples e tremendamente eficazes que abraçam a melancolia em forma de lullabies («The Beginning»). É certo que a síndrome «patinho feio» já começa a cansar, mas haverá forma de resistir a canções como «Little Bird», «I Need A Mother», «End Times» ou «On My Feet»? Desde o soberbo «Beautiful Freak» (1996) que fraquejo perante as «lamechices» pop do Senhor mais conhecido por E. Ora se «Hombre Lobo» se debruçava sobre o desejo, «End Times» relata o fim de uma qualquer relação que deixa o «narrador» de rastos. É, contudo, uma visão um tanto ao quanto desproporcionada que pode ser mal interpretada por alguns, mas o facto é que E volta a apresentar excelentes canções. Da folk, via Bruce Springsteen, em «The Beginning», ao blues rockabilly caseiro de «Gone Man» e passando pelo rock strokeano e em versão demo de «Unhinged». Um verdadeiro mimo para os habituais seguidores dos EELS, mas uma chatice do caraças para os mais cépticos. Atenção que foi editada uma edição especial e limitada de «End Times», a qual inclui um singelo EP de quatro temas, em toada mais positiva, que não mostrando nada de novo irá deliciar qualquer fã.
Os EELS e o mais recente «End Times» também marcaram presença nesta minha recente passagem por Genebra. Depois do conceptual «Hombre Lobo», o disco composto por doze canções sobre o desejo, Mark Oliver Everett não perdeu tempo e compôs mais um álbum que vai direito ao coração de todos os seus fervorosos seguidores. Canções simples e tremendamente eficazes que abraçam a melancolia em forma de lullabies («The Beginning»). É certo que a síndrome «patinho feio» já começa a cansar, mas haverá forma de resistir a canções como «Little Bird», «I Need A Mother», «End Times» ou «On My Feet»? Desde o soberbo «Beautiful Freak» (1996) que fraquejo perante as «lamechices» pop do Senhor mais conhecido por E. Ora se «Hombre Lobo» se debruçava sobre o desejo, «End Times» relata o fim de uma qualquer relação que deixa o «narrador» de rastos. É, contudo, uma visão um tanto ao quanto desproporcionada que pode ser mal interpretada por alguns, mas o facto é que E volta a apresentar excelentes canções. Da folk, via Bruce Springsteen, em «The Beginning», ao blues rockabilly caseiro de «Gone Man» e passando pelo rock strokeano e em versão demo de «Unhinged». Um verdadeiro mimo para os habituais seguidores dos EELS, mas uma chatice do caraças para os mais cépticos. Atenção que foi editada uma edição especial e limitada de «End Times», a qual inclui um singelo EP de quatro temas, em toada mais positiva, que não mostrando nada de novo irá deliciar qualquer fã..
Quanto aos texanos Spoon, depois do soberbo «Ga Ga Ga Ga Ga» (2007) e do excelente concerto na Aula Magna em Fevereiro de 2008, a banda regressa agora aos discos com «Transference». Aquele que é o sétimo álbum de originais é, também, o primeiro trabalho produzido exclusivamente por Britt Daniel e Jim Eno. É, assim, um disco à imagem dos Spoon. Canções quentes e música extremamente elegante que têm na voz peculiar de Britt Daniel o parceiro perfeito. É certo que a sonoridade da banda pode, nalgumas ocasiões, ser entendida como um verdadeiro baú de estilos e emoções. No entanto, tudo encaixa na perfeição. Razão pela qual encaro cada novo trabalho dos Spoon como um verdadeiro caleidoscópio. Uma autêntica mistura de cores que, entre outros feitos, terá influenciado bandas como os franceses Phoenix (o último «Wolfgang Amadeus Phoenix» não o pode negar). Comparando «Transference» com os seus antecessores percebemos que houve menos trabalho de estúdio. Aliás, grande parte das canções que compõe o disco é apresentada em versão demo (ouçam-se os temas «Trouble Comes Running» e «Goodnight Laura»). No entanto, a propensão dos Spoon para criarem grandes canções pop mantém-se, como comprovam «Out Go The Lights», «The Mystery Zone» ou mesmo o groove de «Nobody Gets Me But You». Encontramos, também, algumas das canções mais emocionais e/ou viscerais de Daniel, como o são «Written in Reverse» e «Got Nuffin». Dados que fazem de «Transference» mais um excelente disco dos Spoon. Razão pela qual deixo em airplay «Written In Reverse», o mais recente single da banda.
Quanto aos texanos Spoon, depois do soberbo «Ga Ga Ga Ga Ga» (2007) e do excelente concerto na Aula Magna em Fevereiro de 2008, a banda regressa agora aos discos com «Transference». Aquele que é o sétimo álbum de originais é, também, o primeiro trabalho produzido exclusivamente por Britt Daniel e Jim Eno. É, assim, um disco à imagem dos Spoon. Canções quentes e música extremamente elegante que têm na voz peculiar de Britt Daniel o parceiro perfeito. É certo que a sonoridade da banda pode, nalgumas ocasiões, ser entendida como um verdadeiro baú de estilos e emoções. No entanto, tudo encaixa na perfeição. Razão pela qual encaro cada novo trabalho dos Spoon como um verdadeiro caleidoscópio. Uma autêntica mistura de cores que, entre outros feitos, terá influenciado bandas como os franceses Phoenix (o último «Wolfgang Amadeus Phoenix» não o pode negar). Comparando «Transference» com os seus antecessores percebemos que houve menos trabalho de estúdio. Aliás, grande parte das canções que compõe o disco é apresentada em versão demo (ouçam-se os temas «Trouble Comes Running» e «Goodnight Laura»). No entanto, a propensão dos Spoon para criarem grandes canções pop mantém-se, como comprovam «Out Go The Lights», «The Mystery Zone» ou mesmo o groove de «Nobody Gets Me But You». Encontramos, também, algumas das canções mais emocionais e/ou viscerais de Daniel, como o são «Written in Reverse» e «Got Nuffin». Dados que fazem de «Transference» mais um excelente disco dos Spoon. Razão pela qual deixo em airplay «Written In Reverse», o mais recente single da banda.
Etiquetas:
Death Cab For Cutie,
Eels,
Fanfarlo,
Goldfrapp,
Joseph Arthur,
Spoon,
Viagens à tasca (férias)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
EELS | In My Younger Days
«End Times», o oitavo trabalho de estúdio de Mark Oliver Everett enquanto EELS, será editado só em Janeiro de 2010 e já conta com dois vídeos promocionais. Depois do saudoso «Little Bird», surge agora o não menos nostálgico «In My Younger Days». Melancolia que parece recuperar os ambientes de «Electro-Shock Blues», o marcante álbum de 1998, e que tanto me encantaram na última década. Enquanto o disco não nos chega às mãos, deixo em alta rotação o vídeo de «In My Younger Days».
Etiquetas:
Eels
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
EELS | Little Bird
Outro dos discos com edição marcada para Janeiro de 2010 é o oitavo trabalho dos norte-americanos EELS. Mark Oliver Everett regressa, assim, aos discos sete meses depois de «Hombre Lobo: 12 Songs Of Desire». O novo «End Times» será editado a 19 de Janeiro de 2010 e o seu primeiro vídeo é este «Little Bird».
Etiquetas:
Eels
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
EELS on MySpace Transmissions
«Hombre Lobo», o notável sétimo álbum de originais dos norte-americanos EELS, continua a mostrar-se num dos trabalhos mais consistentes de 2009. Segundo Mark Oliver Everett (a.k.a. E) «Hombre Lobo» é uma sequela do tema «Dog Faced Boy», de «Souljacker» (2001), e um álbum dedicado ao desejo. «Fresh Blood», «That Look You Give That Guy», «Prizefighter» e «In My Dreams» são algumas das composições que mais seduzem. No entanto, é o EP que os EELS recentemente gravaram para o MySpace Transmissions que me trás aqui. O registo que poderá ser descarregado de forma gratuita aqui, inclui as versões alternativas de «In My Dreams», «My Beloved Monster», «That Look You Give That Guy», «Girl From The North Country» (um original de Bob Dylan) e «Tremendous Dynamite». Cinco excelentes temas que revelam o melhor que há na música dos EELS. Entretanto, deixo em repeat o fóssil «My Beloved Monster» (tema originalmente editado no distinto debut «Beautiful Freak», de 1996)..
Etiquetas:
Eels
sexta-feira, 1 de maio de 2009
EELS | Fresh Blood
Mr. E (Mark Oliver Everett) is back! Depois do best of «Meet The EELS: Essential EELS - Vol. I (1996–2006)» e da compilação de lados-b «Useless Trinkets: B-Sides, Soundtracks, Rarities and Unreleased 1996–2006», os norte-americanos EELS regressam aos discos com «Hombre Lobo: 12 Songs of Desire». O sétimo álbum de originais da banda chegará às lojas a 2 de Junho, mas o vídeo do primeiro single, o intrigante «Fresh Blood», já por aí anda....
Etiquetas:
Eels
Subscrever:
Mensagens (Atom)
