quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Como sempre… como dantes

Camané inicia o primeiro encore, do seu espectáculo no íntimo Teatro Municipal de Vila de Conde, com «Mais um Fado no Fado» e, «como sempre, como dantes», demonstra ser actualmente a Voz do fado português. Uma voz que carrega a saudade e a fadada estranha forma de vida. Um cantor tímido, Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos revelou algum embaraço quando tentou interagir com o público, mas um intérprete com segurança e garra divinas. Fadista que sente na voz todos os infortúnios da vida. Desta vez, e dado o concerto do passado sábado promover «Do Amor e dos Dias», o seu mais recente trabalho, foram as quezílias conjugais, e não só, que dominaram a noite. Camané explica que o disco, mais uma vez produzido pelo mestre José Mário Branco, se centra no amor, no ciúme, na raiva, no ódio e nas arrelias do dia-a-dia a dois, ou seja, no quotidiano das relações. Contudo, esse autêntico diário é cantado subtilmente e de forma irónica e sentida. «No dia que me deixaste / nada quis do que te dei / tudo o que tinha levaste / nem com a saudade fiquei» canta em «Último Recado» (letra de Manuela de Freitas, esposa de José Mário Branco). Já em «A Guerra das Rosas», primeiro single de «Do Amor e dos Dias» e o único tema a merecer repetição, escutamos «No escuro tu insistes que eu não presto / Eu juro que falta a parte melhor / O beijo acaba com o teu protesto / Amanhã conto-te o resto / Boa noite meu Amor». Histórias da vida que Camané faz suas. Tal como os restantes fados, apresentados noutros comprimentos de onda, como foram exemplo «Saudades Trago Comigo» e «Sei de um Rio». E assim, como sempre... como dantes, Camané cantou e encantou mais uma plateia que se mostrou rendida aos encantos interpretativos do maior fadista da actualidade. Vivemos os tempos de Camané!
.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

2010 | Viagens à tasca em período de férias VI

O mapa de férias marcava descanso para a semana de 4 a 8 de Outubro e, uma vez que a digressão 360º dos U2 me levou até Coimbra, aproveitei para palmilhar mais uns quilómetros e assentar arraiais em Braga (e, antes que me esqueça, obrigado Gianni...). A ideia era conhecer alguns dos locais mais frequentados do Minho, Trás-os-montes e Alto Douro e Douro Litoral e absorver alguma da atmosfera cultural local. Desta forma, e como não poderia deixar de ser, os locais de peregrinação melómana não foram esquecidos. Passei por algumas lojas FNAC, por espaços culturais mais alternativos, salas de espectáculo ainda por conhecer e pela CDGO.COM (JO-JO’SMUSIC). Caríssimos, devo confessar sentir uma pequena inveja por não poder usufruir de uma «loja de conveniência» como a CDGO.COM do Porto. Porquê? Imaginem uma selecção discográfica diversificada, com maior incidência numa área que se convencionou chamar de alternativa, e um espaço cuidado. Um local alternativo, é certo, mas consistente. Raios! Atrevo-me, mesmo, a afirmar que Lisboa bem precisa de um local idêntico à CDGO.COM, da Rua de Cedofeita (Porto).
.
Arcada da Praça da República (Braga)
.
Contudo, a recente viagem, em termos discográficos, iniciou-se na desinteressante FNAC de Braga e pela mão do estreante Dylan LeBlanc. Singer-songwriter norte-americano que, com apenas vinte anos, alcançou a distinção de «debut of the month» da influente revista Uncut. «Paupers Field» é, de facto, uma extraordinária colecção de canções «americana» capaz de pôr Ryan Adams em sentido. A banda sonora perfeita para dias de chuva e paisagens bucólicas, cenário privilegiado desta minha recente passagem pelo norte de Portugal. «Paupers Field» acabou, assim, por ser o disco certo para a altura certa, mas o álbum de estreia de Dylan LeBlanc tem méritos adicionais. Da combinação perfeita entre o folk rock de Neil Young e a desordem emocional que permeia os territórios musicais de Lhasa de Sela, David Eugene Edwards e Van Morrison ao convívio melódico com os mui elogiados Fleet Foxes e os seus ascendentes Crosby Stills Nash & Young (CSNY). No entanto, são mesmo as canções de Dylan LeBlanc que mais encantam. Desafio à navegação: ouçam «Low», «If The Creek Don’t Rise» (tema que conta com a participação especial de Emmylou Harris), «Ain’t To Good At Loosing», «5th Avenue Bar» ou «Coyote Creek» e digam-me lá se Dylan LeBlanc não merece toda a nossa atenção?
.
Quem, também, merece todo o nosso apoio é Alan Palomo e o seu projecto Neon Indian. Ainda assim, «Psychic Chasms», álbum que em 2009 encasquetou grande parte da imprensa especializada, continua a ser peça rara nas principais tascas da nossa capital. Questão, entretanto, resolvida com uma rápida e noctívaga visita a Guimarães. O frio e a chuva apontaram-me o caminho do Centro Comercial mais próximo e à saída, canções como «Deadbeat Summer» e «Should Have Taken Acid With You», desencobriam o sol e o calor do verão. «Psychic Chasms» é música estival com tempero Eighties e melodias capazes de estragar qualquer dieta, de tão doces que são. Exercícios synthpop nostálgicos que parecem construídos no sótão da casa de praia de Alan Palomo e que sabem a mel. A par do EP «Life Of Leisure», do projecto de Ernest Greene, Washed Out, «Psychic Chasms» é o melhor remédio para curar depressões pós-verão.
.
Enquanto exploro as restantes propostas importadas do norte, deixo-vos o primeiro vídeo de Dylan LeBlanc, «If Time Was For Wasting».
.

domingo, 10 de outubro de 2010

Crystal Castles | Baptism

O duo canadiano Crystal Castles, constituído por Alice Glass e Ethan Kath, está de regresso aos vídeos. «Baptism» é já o segundo tema a ser extraído do segundo álbum homónimo da banda.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Foals | Blue Blood

Ainda há poucos dias aqui mostrei o recente vídeo dos Foals para a excelente canção «2 Trees» e já a banda britânica está de regresso com novo vídeo. Desta feita o tema escolhido foi «Blue Blood», o quarto single a ser extraído de «Total Life Forever».

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

360º @ Coimbra

Se vos dissesse que era um fã incondicional dos U2, estaria a mentir. O meu entusiasmo pela música da banda irlandesa coincidiu com os anos 90 e o meu período teen. Foi com a edição de «Achtung Baby» (1991) que fui buscar o passado e sonhei o futuro dos U2. No entanto, o sonho perdeu-se perto do novo milénio. «All That You Can’t Leave Behind» (2000) quebrou o encanto e, desde então, a minha relação com a música de Bono Vox, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. vive em crise. O que me levou a Coimbra no passado dia 2 de Outubro? A vontade de evocar aquele sonho de adolescente, comemorar o mito e incluir o nome U2 no meu CV de concertos. De facto, e analisando as digressões dos irlandeses, este era mais um espectáculo a não perder («a must see»). Um grandioso concerto que, revelando-se à medida do mito U2, encontra na música da banda o combustível perfeito para incentivar estádios inteiros. Foi o que aconteceu no passado sábado, no esgotadíssimo estádio municipal de Coimbra, ou seja, os U2 subiam ao palco já vencedores para mais uma noite de espectáculo e comemoração. A introdução foi feita por David Bowie e a sua «Space Oddity». Holofotes ligados e bem direccionados para marcar a entrada em acção dos quatro protagonistas do serão conimbricense. Bono, com pose de popstar, enfeitiça o público e The Edge abre o livro na jam de abertura «Return Of The Stringray Guitar». Porém, o tema que marca verdadeiramente o início do concerto é «Beautiful Day», para a generalidade do público, e «I Will Follow» para mim. Seguem-se «Get On Your Boots», «Magnificent» (singles do mais recente trabalho «No Line On The Horizon») e «Mysterious Ways». Reentro, assim, no meu sonho U2 e rendo-me ao profissionalismo da banda e irrepreensível espectáculo da digressão 360º. Os sucessos sucedem-se («Elevation», «Until The End Of The World», «I Still Haven’t Found What I’m Looking For»), ouvimos duas canções novas (a minimal «North Star» e o provável single de sucesso «Mercy»). Passamos por «In A Little While» (Para quê???) e «Miss Sarajevo» (Oh Yeah!!!), com Bono a mostrar que tem ido às aulas de canto. Seguiram-se «City Of Blinding Lights» (escusada, pois já nos tinham oferecido «Magnificent»), «Vertigo» (idem, uma vez que «Elevation» deu para os gastos) e, revelando-se num dos momentos da noite, a versão funky jam live session de «I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight». A terminar, ouviram-se os clássicos «Sunday Bloody Sunday», «MLK» e «Walk On» (este último dedicado a Aung San Suu Kyi, a Nobel da Paz birmanesa que continua em prisão domiciliária). A banda despede-se para logo depois subir novamente ao palco com os obrigatórios «One» e «Where The Streets Have No Name». Novo encore e mais três canções inevitáveis: extraordinária a interpretação de «Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me» (a par de «Miss Sarajevo» e «Mysterious Ways», esta era outra das canções que mais desejava ouvir) e as deliciosas «With Or Without You» e «Moment Of Surrender». Os U2 confessaram-se rendidos ao público português e nós retribuímos na mesma moeda. Por isso, que venha mais um álbum e, principalmente, mais uma digressão pomposa que eu terei todo o gosto de marcar presença.

Quanto aos Interpol, foi pena a banda não ter usufruído das condições de som que os U2 apresentaram. Ainda assim, e com um alinhamento constituído por «Success», «Say Hello To The Angels», «Slow Hands», «Lights», «Summer Well», «PDA», «Obstacle 1», «Barricade», «Heinrich Maneuver» e «Evil» a prestação dos norte-americanos não deixou ninguém indiferente. Mas terão angariado novos fãs? Não me parece…

domingo, 26 de setembro de 2010

Foals | 2 Trees

«Total Life Forever», o segundo álbum dos britânicos Foals, continua a oferecer-nos excelentes singles, os quais são sempre acompanhados por belíssimos vídeos. «2 Trees» é a mais recente aposta da banda de Oxford, sucedendo a «Spanish Sahara», «This Orient» e «Miami».

sábado, 25 de setembro de 2010

Domingo em festa

A noite estava há muito reservada para a minha estreia em concertos do talentoso Mark Oliver Everett, a.k.a. Mr. E, com o seu projecto de longa data EELS. Contudo, uma simples mensagem de telemóvel levou-me até ao, então desconhecido, Clube Ferroviário para outra estreia absoluta: B Fachada. Apesar de ainda não ter explorado «Há Festa na Moradia», o mais recente disco de B Fachada, a minha adoração pela obra deste ‘cantautor’, que trocou uma carreira na física pelos palcos, tratou de quase tudo o resto. É certo que o local não podia ser mais apropriado para um concerto íntimo e estival, como se desejaria. Uma esplanada com o Tejo no horizonte e um Bar que, entre outras coisas, me brindou com o saudoso granizado de Açaí, o qual fez maravilhas, em Fevereiro passado, na cidade do Rio de Janeiro. Encontrei amigos de longa data e de outros ‘espectáculos’ para uma verdadeira festa no concorrido terraço do Clube Ferroviário. B Fachada apresentou alguns temas novos, passou pelo mais recente trabalho, pelo importante «Um Fim-de-semana no Pónei Dourado» e, como não podia deixar de ser, recuperou algumas das canções mais aplaudidas do álbum homónimo de 2009. Confesso que me bastaria ouvir «Tempo Para Cantar» e/ou «O Desamor» para enaltecer, uma vez mais, o trabalho de B Fachada. Ambas as canções passaram pelo palco, tal como «A Velha Europa», «Etelvina» (numa versão personalizada do original de Sérgio Godinho) e o já emblemático «Zé». Tudo parecia perfeito! Todavia, para quem ficou mais afastado do palco, como eu, acabou por não entrar verdadeiramente naquela festa de final de tarde. Faltou só um bocadinho mais de som para aprimorar aquela passagem pela Rua de Santa Apolónia.
.Primor era a nova que, entretanto, vinha do Estádio da Luz. Cardozo fazia as pazes com os adeptos benfiquistas e tudo parecia encaminhado para uma noite em beleza. Ora então, se a apresentação de B Fachada pecou pelo fraco som, a dos EELS ofereceu decibéis a rodos e capazes de ferir os ouvidos de qualquer um dos presentes. Dado que chegou a provocar algumas desistências. Quanto a mim, desde a já longínqua descoberta de «Beautiful Freak» (1996) que desejava ver estes EELS ao vivo e nem o facto dos últimos registos estarem um pouco aquém de outros momentos do projecto me fez abdicar deste espectáculo. O certo é que bastaria a Mr. E subir ao palco para que a noite fosse plena de entusiasmo e satisfação. Isto porque Mr. E conquistou-me há muito com o já citado «Beautiful Freak» (1996) e «Electro-Shock Blues» (1998). Todavia, quem se deslocou ao Coliseu para ver e ouvir a pop melancólica de «Novocaine For The Soul» e «Electro-Shock Blues», o suave perfume folk de «Climbing To The Moon» e «Guest List», o “sarcasmo” naïve de «Your Lucky Day In Hell» e «My Beloved Monster», o rock alternativo de «Cancer For The Cure» e «Not Ready Yet», a pop em tons de brincadeira de «I Like Birds» e «Last Stop: This Town», ou o grunge de «Mental» e «Rags To Rags» foi ao engano. Ao vivo. os EELS são uma banda rock & blues de barba rija e, em cima do palco, nem os temas mais ordeiros, alguns dos quais já identificados, se livram da roupagem rock sulista. Não é, de todo, a minha versão preferida dos EELS, a que assisti no passado domingo, mas a noite era de celebração. É certo que Mark Oliver Everett não se mostrou muito comunicativo e o Coliseu esteve a meio gás, mas foi uma excelente noite rock & roll por onde passaram grandes canções dos EELS e versões de «She Said Yeah» (Rolling Stones), «Summer In The City» (The Lovin’ Spoonful) e «Summertime» (George Gershwin). Por fim, e apesar do merchandise já não ser muito (o espectáculo do passado domingo encerrava a digressão de apoio ao mais recente trabalho «Tomorrow Morning»), consegui adquirir o CD + DVD «EELS Live And In Person! - London 2006» (2008), artigo exclusivo para venda nos concertos dos EELS.
.
Para terminar deixo em airplay «Baby Loves Me», o mais recente vídeo dos EELS.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Animal Collective | Bluish

Mais um vídeo a ser extraído do brilhante «Merriweather Post Pavilion», o elogiado álbum de 2009 dos norte-americanos Animal Collective. A escolha recaiu sobre «Bluish», uma das minhas canções favoritas de 2009. O vídeo é realizado por Jason Oliver Goodman.

domingo, 19 de setembro de 2010

Delorean | Real Love

O verão está prestes a terminar, mas «Subiza», o mais recente trabalho do quarteto espanhol Delorean, continua fresco como uma alface. «Real Love» é o primeiro vídeo oficial do álbum e é realizado pelos Focus Creeps (Aaron Brown e Ben Chappell).

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Blonde Redhead | Not Getting There

Os Blonde Redhead estão de regresso aos álbuns e aos vídeos. «Not Getting There» é o excelente primeiro single a ser extraído de «Penny Sparkle», o mais recente trabalho da banda.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

The Ting Tings | Hands

«Hands» é o novo single e o primeiro avanço de «Kunst», o segundo álbum da dupla britânica The Ting Tings. Excelente canção pop que, ultimamente, tem animado os meus dias de trabalho, abrindo o apetite para o sucessor de «We Started Nothing» (2008).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fanfarlux

Impulsos de última hora levaram-me até ao Lux Frágil para assistir à estreia dos Fanfarlo em palcos lisboetas. A banda de «Reservoir» (2009) mostrou-se agradada por estar em Lisboa e extremamente satisfeita por verificar que a longa digressão do debut álbum está prestes a terminar. Um ano de estrada que muito tem alimentado e animado o youtube e demais vias. Para os habituais seguidores deste meu devaneio blogger, estarão certamente recordados de que «Reservoir» foi uma pequena lembrança da minha última passagem por Genève. Na altura, assegurei que a sonoridade destes Fanfarlo era bastante familiar, devido às nítidas aproximações aos Arcade Fire, Beirut, Okkervile River, Neutral Milk Hotel e, aqui e ali, Bruce Springsteen, e deixei no ar a minha intenção de ver a banda ao vivo. Ora bem, tal como sucede em disco, as músicas dos Fanfarlo no formato live não surpreendem por aí além, mas também não desiludem. Canções pop com alma indie que cumpriram os requisitos e animaram uma plateia que se apresentou demasiado distante. Pelo palco da restrita cave do Lux Frágil passaram os excelentes temas que compõem «Reservoir», como são exemplo «These Walls Are Coming Down», «Fire Escape», «Harold T. Wilkins, Or How To Wait A Very Long Time», «Drowning Men», «I’m A Pilot», «Luna», «Ghosts» e uma canção nova que revelou a vontade da banda em expandir os seus horizontes e percorrer os saudosas caminhos dream pop de uns This Mortal Coil, Dead Can Dance e Cocteau Twins. Concerto morno, é verdade, mas que resultou numa simpática noite de terça-feira, a qual já nos tinha presenteado nova desilusão futebolística…
.

Kings Of Leon | Radioactive

«Come Around The Sundown», o quinto álbum dos norte-americanos Kings Of Leon, é editado já no próximo dia 15 de Outubro e «Radioactive» é o seu single de apresentação. Canção que contraria um pouco as previsões da banda, as quais anunciavam um trabalho mais negro e bastante mais «grungier». No entanto, o facto é que a música dos Kings Of Leon continua a convencer-me.

And the Mercury Prize goes to...

Os The xx são os grandes vencedores da edição 2010 do Mercury Prize. O debut álbum «xx» ganhou, assim, a corrida a discos como «Two Dancers» dos Wild Beasts, «Total Life Forever» dos Foals, «I Speak Because I Can» de Laura Marling e «Becoming a Jackal» do projecto Villagers.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Deerhunter | Helicopter

Bradford Cox, a.k.a. Atlas Sound, está de regresso aos discos com a sua banda de sempre, os mui apreciados Deerhunter. «Halcyon Digest» é já o quarto trabalho destes norte-americanos e «Helicopter» o seu excelente single de apresentação. O álbum chega às lojas a 28 de Setembro.