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quarta-feira, 25 de abril de 2012

The Dandy Warhols | Sad Vacation


Os norte-americanos The Dandy Warhols estão de regresso aos discos e aos vídeos. «This Machine», editado esta semana, é o título do novo trabalho da banda de Courtney Taylor-Taylor e este «Sad Vacation» é o seu excelente primeiro single.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

2011| Viagens à tasca em período de férias III


Holocaust Memorial

De regresso às férias e a Berlim. Os dias passavam e as pernas começavam a dar os primeiros sinais de cansaço, mas a mente e a minha sede de sight and sound intensificavam-se a cada nova jornada. Berlim é uma cidade fantástica e exerce no visitante uma estranha atracção.

No campo da pop, e já que falo em estranha atracção, o «Best Of The Capitol Years 1995-2007», dos The Dandy Warhols, foi outro dos discos a entrar para o álbum de recordações do Verão de 2011. Na verdade, esta compilação revisita os melhores anos da vida da banda norte-americana. Datas em que os boémios Courtney Taylor-Taylor, Peter Holmström, Zia McCabe e Brent DeBoer nos ofereceram os seus melhores registos: «…The Dandy Warhols Come Down» (1997), «Thirteen Tales From Urban Bohemia» (2000) e «Welcome To The Monkey House» (2003). Discos fortemente influenciados pelo Sex, Drugs & Rock n’ Roll e envoltos no psicadelismo cultivado pelos The Velvet Underground e The Rolling Stones (dois nomes incontornáveis na biografia da banda de Portland, tal como a capa do magnífico «Welcome To The Monkey House» o comprova). Ainda assim, os The Dandy Warhols conseguem mergulhar na brit pop e subir à superfície com verdadeiros hinos indie capazes de se tornarem na cara publicitária de uma grande marca. Canções que não os livram das críticas, sendo mesmo uma das bandas mais subavaliadas do pós-grunge. Música desvairada e afogada em excessos, brada a imprensa especializada. Mas, se assim não fosse, como poderia Courtney Taylor-Taylor escrever canções como «Every Day Should Be A Holiday», «Bohemian Like You», «The Last High» e «Not If You Were The Last Junkie On Earth»? Ou entoar, com ironia, "I never thought you were a junkie because heroin is so passé"? Quanto a «Best Of The Capitol Years 1995-2007», julgo que se trata de uma boa amostra da obra dos The Dandy Warhols. Além das passagens obrigatórias pelos trabalhos supra-identificados, encontramos também alguns temas do menor «Odditorium or Warlords of Mars» e o mediano «This Is The Tide» (o único inédito). No entanto, para quem sempre seguiu a carreira da banda norte-americana que mais parece britânica, é inevitável identificar algumas ausências, como são exemplo «Sleep», «Ride», «Mohammed», «Everyone Is Totally Insane» e as covers «Hells Bells» (AC/DC), «Call Me» (Blondie), e «Relax» (Frankie Goes To Hollywood).

Aproveitando a boleia do «Best Of», pego na compilação que reúne alguns dos momentos mais felizes da carreira dos Madrugada, banda norueguesa que desde início dos anos 00 me seduz com uma sonoridade intensa, mas extremamente requintada. Texturas que integram a sensualidade que fez escola nos trabalhos de Leonard Cohen, arranjos melancólicos e o aprumo melodioso a que nos habituou um Chris Isaak. Tudo muito bem conduzido pela intensa voz de Sivert Høyem. «The Best Of Madrugada» revê, assim, os quase 10 anos de actividade discográfica da banda de Stokmarknes. Cinco álbuns que me passaram um pouco ao lado, confesso, mas que ainda hoje são recordados por algumas das suas canções: «Vocal», «Majesty», «Strange Colour Blue», «Sail Away», «Hands Up – I Love You», «Quite Emotional», «Electric», «The Kids Are On High Street» e «Black Mambo» são obrigatórias. Portanto, já estava mesmo na altura de termos uma compilação como esta. «The Best Of Madrugada» está organizado em torno dos vários singles da banda, de temas ao vivo, versões remasterizadas e uma canção nova («All This Waiting To Be Free»). 28 gravações muito bem ordenadas e condimentadas em dois discos temáticos: se o primeiro apresenta a vertente mais agressiva e up tempo dos Madrugada, o segundo revela o quanto estes noruegueses conseguem ser doces, mantendo a mesma intensidade. Ambientes que não terão continuidade, uma vez que após o falecimento do guitarrista Robert Burås (1975-2007), Frode Jacobsen (baixo) e Sivert Høyem (voz) decidiram por um ponto final aos Madrugada.

«American VI: Ain’t No Grave» de Johnny Cash é, também ele, um disco de despedida. Gravado, essencialmente, entre a morte de June Carter Cash (1929-2003) e o desaparecimento do próprio Johnny Cash (1932-2003) – durante 4 meses –, o sexto capítulo da série American Recordings foi editado só no ano passado e, na KaDeWe, o disco já se encontrava na prateleira dos € 5,00. Negócio irrecusável e concluído na hora. Curioso o facto de me ter aventurado nestes American Recordings aquando da minha passagem pela Suíça Alemã e, agora, terminar a viagem em Berlim. Os elementos continuam a ser os mesmos, ou seja, inspiração e mestria de Johnny Cash e produções de Rick Rubin. Porém, os dez temas que compõem «American VI: Ain’t No Grave» mostram um Johnny Cash frágil e consciente de que o seu tempo está a esgotar-se («I Corinthians 15:55», composição de Johnny Cash, é um limbo constante entre a vida e a morte e «Can’t Help But Wonder Where I’m Bound» um olhar pungente do seu passado). Atenção, não encontramos aqui nada de novo. Johnny Cash reinterpreta temas de outros artistas e, como é habitual, sai-se muito bem. Por isso, «American VI: Ain’t No Grave» vale também pela sua carga histórica, uma vez que reúne algumas das derradeiras gravações de um dos nomes mais importantes da música norte-americana.

domingo, 31 de agosto de 2008

2008 | Viagens à tasca em período de férias I

Regressado de mais um período de férias é tempo de reencontrar família e amigos, partilhar experiências e souvenirs, arrumar o guarda-fatos e reorganizar a estante de discos. Depois de em 2007 me ter perdido nas ruas e tascas helvéticas, este ano as principais «cidades do pecado» foram Bruxelas e Londres.
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Como seria de esperar, além de tentar seguir os conselhos e orientações dos guias turísticos seleccionados, visitando as principias atracções culturais de cada uma das regiões visitadas, a demanda tasqueira não foi esquecida. Desta forma e à semelhança do que sucedeu no ano passado, deixo de lado os nacionais relatos «tasqueiros» para mergulhar no segundo capítulo das «Viagens à tasca em período de férias».
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Atomium

Tudo começou nas ruas de Bruxelas, a capital política da União Europeia. Confesso que a cidade ficou um pouco aquém das expectativas. É certo que existem imensos locais de interesse cultural e a sua população revelou-se simpática e acolhedora, mas as memórias mais marcantes são gastronómicas. Hospedado a meros cinco minutos da famosa Grand Place e com duas grandes tascas ao atravessar da rua foi, igualmente, impossível resistir ao impulso consumista e aos preços mais baixos praticados no mercado belga. Neste campeonato a primeira paragem ocorreu na cadeia de lojas alemã Media Markt: um autêntico mercado de preços baixos que se revelou, também, um importante e surpreendente nicho indie.
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Foi com os (infelizmente) extintos Sixteen Horsepower que tudo começou. Desde 2005, e devido a diferenças ideológicas que impediram a continuidade da banda norte-americana, que as novidades Sixteen Horsepower se fazem de memórias. Já depois da cessação de actividade foram editados dois DVD que revisitavam uma notável carreira discográfica iniciada em 1992. Agora, três anos após o fim dos Sixteen Horsepower, surge no mercado «Live March 2001», um álbum duplo que regista um concerto do trio na era «Secret South» (álbum de 2000 que me apresentou os Sixteen Horsepower e que ainda hoje desempenha um importante papel na «discoteca» lá de casa). Confesso que a partir de então me tornei um Sixteen Horsepower addict. David Eugene Edwards é um dos grandes génios que marcou e continua a marcar a minha última década de canções. Razão pela qual este «Live March 2001» soube a mel. Temas como «Wayfaring Stranger», «Cinder Alley», «Clogger», «Poor Mouth» «Burning Bush» e «Splinters» ainda me provocam piloerecções múltiplas; os mais antigos «American Wheeze», «Haw», «Harm’s Way», «Dead Run», «Partisan» e «Coal Black Horses» obrigaram-me a recuperar todas as obras do grupo de Denver, Colorado; e «24 Hours» (original dos Joy Division) só aumentou ainda mais a minha admiração pelo alternative-country destes senhores. É pena que a soberba interpretação de «Nobody ‘Cept You», original de Bob Dylan, e o clássico «Black Soul Choir» não tenham figurado no alinhamento final deste álbum. Porém, a fé depositada nestes Sixteen Horsepower fazem esquecer qualquer falha.
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Outra das novidades deste 2008 que acabaram importadas foi o excelente «Visiter» do duo norte-americano The Dodos. Meric Long (guitarra e voz) e Logan Kroeber (percussão) têm encantado meio mundo através de uma envolvente folk psicadélica que pisca o olho ao tribalismo de uns Animal Collective e respira a pop global de uns Yeasayer. Contudo, e aos primeiros acordes de «Walking» (tema de abertura) é o alternative-country de Sufjan Stevens que surge. Cenário que se altera por completo com a percussão frenética e deveras festiva/carnavalesca de «Red And Purple». A banda mantém o ritmo acelerado e quando damos por nós estamos completamente embrenhados nos encantos de «Fools» (um dos singles que, decerto, marcará o ano). «Joe’s Waltz» é exercício com a imagem de marca dos Radiohead e Franz Ferdinand: juntam-se duas ou mais composições numa música para algo novo e único. «Jodi» tem tudo para ser um dos temas mais característicos destes The Dodos: folk punk pop capaz de convencer o ouvinte mais exigente. Porém, é o tropicalismo balcã (Zach «Beirut» Condon meets Seu Jorge) de «Winter», a simplicidade desarmante de «Undeclared», a aparente ingenuidade de «Ashley» e o bucolismo dopado de «The Season» que mais convencem em «Visiter».
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Continuamos a busca nas estantes do Media Markt e encontramos dois discos que farão as delicias de qualquer seguidor dos britânicos Editors: o EP, de edição limitada, «An End Has A Start» e o single «Push Your Head Towards The Air». Ambos os registos promovem «An End Has A Start», o mal amado segundo álbum dos Editors. «An End Has A Start», o EP, contém quatro lados-b, dos quais não consigo identificar qual o mais insonso, e uma interessante versão acústica do tema título. «Push Your Head Towards The Air», o single, compila as gravações live na BBC Electric Proms de «The Weight Of The World», «When Anger Shows» e «Well Worn Hand» e adiciona-lhe a belíssima cover de «Lullaby», dos The Cure. De facto, a inclusão de «Lullaby» terá sido a principal razão para a aquisição de «Push Your Head Towards The Air». Contudo, e apesar das escolhas finais para os temas ao vivo aqui documentados serem três das composições mais fraquinhas de «An End Has A Start», as faixas comprovam, uma vez mais, que o segundo disco dos Editors resulta muito melhor ao vivo que em estúdio. Registos menores em que a sua aquisição revelar-se-á essencial somente para os incondicionais da banda.
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As duas últimas escolhas da tarde passaram pela secção das promoções locais. A primeira - «Worst Case Scenario» - data de 1994 e assinala a estreia em disco do indie-art-rock dos belgas dEUS. Como até à data me tinha recusado dar os mais de € 20,00 solicitados pelas várias discotecas portuguesas, os cerca de € 6,00 pareceram uma miragem e uma excelente oportunidade para me livrar da velhinha cópia pirata que estava lá em casa. O disco é um clássico e contém algumas das composições mais corrosivas e inovadoras dos dEUS. «Suds & Soda», por exemplo, é ainda hoje um paradigma da postura «ser-se experimental sem deixar de ser rock». Por sua vez o spoken-word de «W.C.S. (First Draft)» e «Great American Nude» parece retirado do imaginário jazzistico de Tom Waits. «Morticiachair» é loucura em formato canção e os riffs de «Via» propagam hedonismo pop-rock aos molhos. «Shake Your Hip» faria boa figura em qualquer obra dos The Clash e «Right As Rain» destaca-se por ser o momento mais calmo e caloroso do disco. Porém, é «Hotellounge (Be The Death Of Me)» que conquista o prémio de «canção melódica, mas não muito» do disco. Disco este que continua a ser um dos melhores cartões de visita da cultura indie belga e que curiosamente ficará para sempre ligado à minha primeira passagem pela Bélgica.

Por fim, e no que toca à primeira recaída consumista da época estival, os € 4,00 de «Odditorium Or Warlords Of Mars», o quinto álbum dos norte-americanos The Dandy Warhols, foi um pequeno convite para mais uma aquisição. É certo que o disco, quando saiu, foi muito mal recebido pela crítica especializada. Porém, a minha paixão por bandas e artistas obrigou-me a colmatar a falha que existia na discografia Dandy lá de casa. Desde «Thirteen Tales From Urban Bohemia» (2000) que tento seguir estes senhores. Não são, de perto nem de longe, a minha banda favorita e nem me esforço por comprar ou ouvir os seus discos na semana de lançamento, mas sempre lhes atribui alguma graça. Courtney Taylor-Taylor e companhia sempre trabalharam para associar a sua sonoridade a ambientes cool e boémios. Julgo que o têm conseguido. No entanto, o que é demais também enjoa e os longuíssimos sessenta minutos de «Odditorium Or Warlords Of Mars» bem que podiam ter ficado na gaveta dos The Dandy Warhols. Excepções para «Love Is the New Feel Awful» e «Everyone Is Totally Insane».
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Para terminar, em vez de uma, deixo duas apostas pessoais: a primeira passa por uma interpretação ao vivo de «Poor Mouth» dos Sixteen Horsepower e a segunda é «Winter» dos The Dodos, uma das canções mais deliciosas de 2008.
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Sixteen Horsepower - «Poor Mouth (Live Pinkpop 2000)»


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The Dodos - «Winter»

sábado, 21 de junho de 2008

The Dandy Warhols | Mission Control

Os norte-americanos The Dandy Warhols estão de regresso aos discos com «...Earth To The Dandy Warhols...», álbum que sucede ao menor «Odditorium Or Warlords Of Mars» (2005). A banda de Courtney Taylor-Taylor, responsável por sucessos indie como «Not If You Were The Last Junkie On Earth», «Everyday Should Be A Holiday», «You Were The Last High» ou «Bohemian Like You», deixou a Capitol Records para fundar a sua própria editora. No entanto, apesar de «...Earth To The Dandy Warhols...» já ter sido editado em formato digital, o disco só chegará às lojas no final do Verão. Por enquanto fica o vídeo de «Mission Control», um dos novos temas dos The Dandy Warhols.