Os norte-americanos Yeah Yeah Yeahs regressam este ano aos discos, com «Mosquito». O sucessor de «It's Blitz!», de 2009, chega às lojas a 15 de abril e este «Sacrilege» é o seu primeiro avanço. Excelente canção, com estilo e ao estilo Yeah Yeah Yeahs. Nota para o extraordinário trabalho efetuado na edição do vídeo. Uma criação Megaforce.
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domingo, 31 de março de 2013
sábado, 18 de agosto de 2012
2012 | Viagens à tasca em período de férias V
Varenna, Lago di Como
Para terminar esta temporada de viagens à tasca em período de férias destaco três apostas. As duas primeiras, o mais recente trabalho dos Dirty Projectors e a banda sonora de «The Girl With The Dragoon Tattoo», têm o selo de 2012, e a terceira, o último álbum dos italianos Verdena, trata-se da já habitual proposta local.
Corre na música dos Dirty Projectors, o mesmo entusiasmo inovador que encontramos nos trabalhos de nomes como Animal Collective, The Go! Team, Grizzly Bear ou, mesmo, Shabazz Palaces, THEESatisfaction e tUnE-yArDs. A procura constante em criar melodias pop com as cadências e os elementos mais improváveis. No caso dos norte-americanos Dirty Projectors, mais uma banda a sair de Brooklyn, essa demanda apoia-se muito em texturas The Magnetic Fields, ritmos Fela Kuti, inspiração Robert Wyatt e efervescência Talking Heads. Mas Dave Longstreth, o académico e mentor do grupo, baralha as suas próprias fórmulas art-pop de disco para disco. No anterior «Bitte Orca», por exemplo, o R&B era crivado pela sua filosofia indie rock («Stillness Is The Move» continua a ser uma excelente canção). Para o mais recente «Swing Lo Magellan», o compositor volta a piscar o olho ao R&B (ouça-se «The Socialites») e às produções mais orquestrais («Dance For You» e «About To Die» são belos momentos), procurando também parcerias no rock alternativo que, centrando as suas atenções em Neil Young e nos The Replacements, fez história nos anos 90. Note-se o portentoso refrão de «Offsprings Are Blank», o tema de abertura, ou a folk(lore) de «Just From Cheveron», do tema título «Swing Lo Magellan» e «Unto Caeser». Mas o melhor de «Swing Lo Magellan» está nas suas melodias e na forma natural com que as complexas composições dos Dirty Projectors se tornam acessíveis. Canções apelativas e de tempero vintage, como são exemplo «Gun Has No Trigger», «Impregnable Question» e «Irresponsible Tune», que constroem mais um excelente álbum destes nova-iorquinos.
Quanto à banda sonora de «The Girl With The Dragoon Tattoo», filme de David Fincher, o disco foi adquirido devido à estrondosa versão de «Immigrant Song» (original dos Lez Zeppelin, aqui interpretado de forma superior por Karen O dos Yeah Yeah Yeahs). O álbum é composto por instrumentais nebulosos e ambiências sinistras. Um trabalho assinado pela dupla Trent Reznor e Atticus Ross, a mesma que em 2010 venceu o óscar com a banda sonora de «The Social Network» (outro filme de David Fincher) e que, com a ajuda de Mariqueen Maandig (a esposa de Trent Reznor) forma os How To Destroy Angels. Projecto que contribui também para «The Girl With The Dragoon Tattoo» com uma luminosa cover de «Is Your Love Strong Enough?», o tema que em 1985 reuniu Bryan Ferry e David Gilmour. Tudo o resto, ou seja, três discos, trinta e nove temas e quase três horas de música, é feito de instrumentais. Temas que expressam muito bem o que se passa no ecrã (noto o frenesim quase doentio de «A Thousand Details» e «Infiltrator» e a perturbante «Parallel Timeline With Alternate Outcome»). Contudo, esta é uma banda sonora com quase 175 minutos para um filme com cerca de 155 minutos. É muita e boa música, mas julgo que podiam ter deixado algumas destas ideias para as sequelas que ainda hão-de vir.
Fecho então esta série de buscas discográficas com a proposta italiana. Foi difícil chegar a um consenso, pois a comunicação com os “especialistas” locais foi má e a audição esteve sempre limitada às fracas apostas do momento dos postos de escuta. No entanto, uma rápida pesquisa no Youtube revelou-me «Razzi Arpia Inferno E Fiamme», o single que em 2011 apresentou «Wow», o duplo álbum dos Verdena. A canção é bem-parecida e as suas vestes indie folk convenceram-me. Quanto à banda, composta pelos irmãos Alberto e Luca Ferrari e Roberta Sammarelli, descobri que se estrearam nos discos em 1999 e em 2008 até andaram em digressão com os norte-americanos MGMT. A sua música vive muito da pop britânica dos Embrace (ouçam-se «Scegli Me (Un Mondo Che Tu Non Vuoi)» e «Sorriso In Spiaggia, Pt. I») e da genica dos Muse («Miglioramento», «Sorriso In Spiaggia, Pt. II» e «Rossella Roll Over»). Demonstram, também, afinidades com a grandiosidade U2, o recente rock insípido dos The Smashing Pumpkins («Mi Coltivo») e alguns ambientes Air («Adoratorio»). Apostam no rock mais psicadélico («Badea Blues» e «Loniterp»), mas «Wow» não funciona como disco. Aliás, os duplos álbuns estão cada vez mais em desuso e este «Wow» até podia ser bem melhor se fosse mais curto.

sábado, 18 de abril de 2009
Yeah Yeah Yeahs | Zero

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domingo, 11 de novembro de 2007
Viagens à tasca
O regresso a Portugal resultou, obviamente, num retorno aos roteiros das principais tascas nacionais. Na primeira visita fomos surpreendidos pelos viciantes discos em formato E.P.. Já aqui o transmiti e volto a frisar: sou apaixonado pelos E.P.. Podem não trazer nada de novo, mas estas «pequenas» edições, encaradas como algo menos importante que os álbuns (aumentando o meu interesse), poderão compilar leftovers de outros registos ou aguçar o apetite dos ouvintes para um futuro álbum ou futura carreira cheia de sucessos. As escolhas, de mais uma viagem à tasca, recaíram sobre a mais recente aposta dos Yeah Yeah Yeahs, a estreia dos Bloc Party e o teaser dos Shivaree para o álbum «Who’s Got Trouble», de 2005.
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Gosto muito dos nova-iorquinos Yeah Yeah Yeahs. Fashion Punk Pop de alta qualidade. Karen O, uma das muitas rainhas do rock, sabe o que quer e para onde vai. Os seus variados registos, ora agridoce (ouçam-se «Down Boy» e «Is Is») ora grotesco (em «Rockers To Swallow»), são a mais valia deste colectivo. A música por vezes repete-se, mas as interpretações de O dão sempre um toque cativante aos Yeah Yeah Yeahs. «Is Is», E.P. que reúne novas gravações de alguns dos temas escritos e esquecidos na gaveta entre «Fever To Tell» e «Show Your Bones», é mais do mesmo. Nenhuma das canções aqui incluídas marca, de forma clara, uma viragem de rumo, nada que nos possa dar uma primeira ideia sobre qual o futuro recente deste trio nova-iorquino. Contudo, pergunto: quando se gosta de um determinado doce, repetimos esse mesmo doce que nos satisfaz plenamente ou procuramos outras sacarinas? Karen O volta a ser a estrela da companhia e Nick Zinner e Brian Chase continuam em constante despique um com o outro. O resultado é dezoito minutos de boa música e de pura sedução por parte de Karen O e companhia. «Rockers To Swallow» é visceral e recupera os bons momentos de Marilyn Manson. «Down Boy» é marca de registo Yeah Yeah Yeahs, início doce para logo depois Nick Zinner e Brian Chase revirarem tudo do avesso. «Kiss Kiss» é punk pop para danças lascivas/sexuais; «Is Is» acaba por ser o melhor tema aqui apresentado, juntando o belíssimo «Maps» ao não menos espectacular «Cheated Hearts». «10 x 10» tem a árdua tarefa de fechar mais uma proposta dos Yeah Yeah Yeah. Nada de novo, portanto, mas aguçamos o apetite para novidades Yeah Yeah Yeahs.
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Mantemos o registo das vozes femininas, para voltarmos aos Shivaree. OK, a banda norte-americana é irregular e somente o «Goodnight Moon» teve algum reconhecimento geral. Porém, há algo na voz e desempenho de Ambrosia Parsley que me prende. Algo de langoroso que busca ensinamentos pop a uns Sparklehorse, Mazzy Star e, porque não, Portishead. A música mantém a sua vertente indolente. A voz é cativante e a música, sem encantar, satisfaz. Um dos muitos guilty pleasures do final do século XX a marcar os meus ouvidos (para o bem e para o mal). A tracklist deste teaser para o álbum «Who’s Got Trouble?», trabalho que contém um dos segredos mais bem guardados da pop («New Casablanca»), é composta essencialmente por covers (outra das minhas grandes paixões). Além de «I Close My Eyes» (primeiro single do supracitado álbum), encontramos «Fat Lady Of Limbourg», uma versão de Brian Eno e também incluída em «Who’s Got Trouble?» e os lados-b «Fear Is a Man's Best Friend», cover de John Cale, «Strange Boat», cover dos Waterboys e que conta com a participação especial de Ed Harcourt, e «657 Bed B» (original dos Shivaree). Só para aderentes Shivaree.
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Terminamos esta aventura ao som dos sempre bem-vindos Bloc Party e mais um E.P.. A compra colmatou uma falha na listagem de discos lá de casa, com o debut da banda britânica. Não nos alonguemos muito. O que interessa aqui é «Banquet», tema indie rock radio friendly com um refrão orelhudo e que recupera Gang Of Four, The Fall e The Cure em pouco mais de 3 minutos. O desenrolar dos acontecimentos para os Bloc Party é conhecido: uma operadora de telecomunicações descobre «Banquet» e a exposição é fulminante. «Silent Alarm» é apanhado na corrente e aquando de «A Weekend In The City», segundo registo de originais, a presença da banda nos tops europeus já é normalíssimo. Recentemente editaram «Flux» e as reacções têm sido díspares. Ora se ama ora se odeia, não havendo espaço para o meio-termo. «Bloc Party E.P.» é de digestão mais fácil. Além de «Banquet» (a «galinha dos ovos de ouro» do colectivo britânico), encontramos «She’s Hearing Voices», numa primeira gravação menos sofisticada; «Staying Fat», ritmo acelerado e riffs frenéticos com vocalizações sobrepostas e envolventes; «The Marshals Are Dead», canção que se mostra ainda num estado embrionário e que nunca foi terminada (pelo menos em disco); «The Answer», que começa ao som de «Price Of Gasoline» e pelo meio revela alguns riffs de «This Modern Love» é, porventura, o outro grande ponto de interesse deste E.P.. No fim há ainda espaço para a versão «Phones Disco Edit» de «Banquet», onde a bateria, o baixo e uma pitada de electrónica se evidenciam. Agradável estreia e excelente teaser para «Silent Alarm».

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Segue-se a actuação dos Yeah Yeah Yeahs no «David Letterman Show» com «Down Boy», excelente cartão de visita para a sonoridade Yeah Yeah Yeahs.
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