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sábado, 15 de setembro de 2012

Espelho meu...

Enquanto ouço «Cut The World», o novo disco do colectivo Antony And The Johnsons, pergunto-me: haverá melhor intérprete na música da actualidade? Num período em que a voz e a própria instrumentação são muitas vezes relegadas para segundo plano (e diga-se, em muitos casos com excelentes resultados), a verdade é que Antony Hegarty e os seus The Johnsons continuam a marcar a diferença pela primazia das suas performances e canções. Música crua, mas extremamente intensa e com uma impressionante carga emotiva que corre na voz de Antony (os temas «Cut The World», «Cripple And The Starfish» e «I Fell In Love With A Dead Boy» são perfeitos). Elementos que me habituei a abraçar em disco e em concerto. «Cut The World», o álbum, é o resultado de dois espectáculos dos Antony And The Johnsons em Copenhaga, na companhia da Danish Chamber Orchestra. As canções, retiradas do precioso legado do colectivo («Cut The World», tema que nasce da produção teatral «The Life And Death Of Marina Abramović», é mesmo o único inédito), ganham nova vida e a sua beleza mantem-se. Os arranjos estão a cargo de Nico Muhly, Rob Moose, Maxim Moston e do próprio Antony, mas o perfeccionismo do cancioneiro Antony Hegarty prevalece. Será que vamos encontrar um disco ao vivo nas listas de final de ano?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Antony And The Johnsons | Swanlights

É já no próximo sábado, dia 16 de Abril, que ocorre a edição 2011 do Record Store Day e, para assinalar a data, o colectivo Antony And The Johnsons irá disponibilizar «Swanlights EP». Além do tema que dá título ao novo EP, edição em formato de vinil, e ao LP, de 2010, este novo lançamento apresenta, ainda, os temas «Find The Rhythm Of Your Love», «Kissing Noone» e uma versão de Oneohtrix Point Never para o mesmo «Swanlights». Canção que, entretanto, já tem vídeo, o qual é realizado por Sara Hegarty, irmã de Antony.

domingo, 22 de agosto de 2010

Antony And The Johnsons | Thank You For Your Love

O colectivo Antony And The Johnsons prepara-se para editar o EP «Thank You For Your Love». O disco, um primeiro aperitivo para o quarto álbum de originais «Swanlights», será composto por cinco temas, entre os quais as versões de «Imagine» (original de John Lennon) e «Pressing On» (original de Bob Dylan). Note-se, ainda, que o tema «Thank You For Your Love» é o primeiro single de «Swanlights», álbum a ser editado a onze de Outubro.

sábado, 15 de agosto de 2009

Antony And The Johnsons | Crazy In Love

aqui tinha divulgado a soberba interpretação de Antony And The Johnsons do tema «Crazy In Love», original de Beyoncé. Editado como o segundo lado-a de «Aeon», o mais recente single do colectivo, «Crazy In Love», teve direito a vídeo (realização de Joie Iacono).

domingo, 5 de julho de 2009

Antony And The Johnsons & Metropole Orkest | Crazy In Love

Já é habitual vermos Antony a interpretar temas de outros universos musicais que não o seu. Do clássico disco «I Will Survive», aos históricos «Knockin' On Heaven's Door» e «Candy Says», passando pelo marcante «If It Be Your Will» e terminando no hit «Crazy In Love», em todas as ocasiões Antony oferece-nos uma nova e surpreendente visão de canções que respiram outros ambientes. Vejamos então, num recente concerto dos Antony And The Johnsons em Amesterdão, o soberbo «Crazy In Love» (tema que será incluído numa próxima edição discográfica do colectivo).
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domingo, 17 de maio de 2009

Girl Messiah

O Coliseu de Lisboa esgotou para receber Antony Hegarty e a sua banda de sempre, os Johnsons. Pela segunda vez, tive a oportunidade de assistir à impressionante capacidade interpretativa de Antony and the Johnsons, e sentir a tocante dualidade que marca o mundo do britânico. Num concerto perfeito, mas sem ser arrebatador (neste particular recordo as imagens e os sons da sublime passagem do singer-songwriter pelo mesmo palco a 31 de Outubro de 2005), Antony And The Johnsons mostraram uma vez mais a excelência das suas composições e a desmedida sensibilidade que é concentrada em cada canção. Temas como «One Dove», «Everglade» e «Another World», do mais recente «The Crying Light», são excelentes exemplos disso mesmo. Todavia, o concerto também foi feito de momentos mais ritmados e «Shake That Devil», do EP «Another World», chegou mesmo a recuperar a soul da rainha Nina Simone. Tivemos a sorte de ouvir a lindíssima «I Fell In Love With A Dead Boy», a que se lhe seguiu a não menos eloquente «Fistful Of Love» e fomos presenteados por algumas das camp theories que habitam a mente de Antony Hegarty. Desde o seu lado mais exotérico, em que se identifica como uma pequena witch, ao nascimento da Girl Messiah «Jesus Christina» em «Hope Mountain» (a nova Messias que nascerá numa gruta das montanhas do Afeganistão e andará por cima dos mares). No fim e já no encore, Antony brindou os presentes com duas das mais fortes composições da sua carreira: «Cripple And The Starfish», do homónimo debut, e «Hope There’s Someone», de «I Am A Bird Now». O público agradeceu cada prece de Antony e rogou por um breve regresso a Portugal.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Antony & The Johnsons | Epilepsy Is Dancing

Mais um vídeo para aguçar o apetite pelo novo trabalho de Antony & The Johnsons. «Epilepsy Is Dancing» é já a segunda aposta de Antony Hegarty para «The Crying Light», o seu terceiro álbum de originais. Mais uma soberba composição de Antony que sucede ao não menos estrondoso «Another World». Temas que poderão ser conferidos nos espectáculos dos próximos dias 14 e 16 de Maio, no Coliseu de Lisboa e Theatro Circo em Braga. Por enquanto fica a criação dos Wachowski Brothers com o vídeo «Epilepsy Is Dancing».

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Antony And The Johnsons | Another World

«The Crying Light», o terceiro álbum de originais de Antony & The Johnsons, só será editado em Janeiro de 2009. No entanto, é já na próxima semana que chega ao mercado o EP «Another World», primeiro avanço de «The Crying Light». O vídeo, realizado por Colin Whitaker, já está disponível na Internet.
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Hercules & Love Affair | You Belong

Depois do sucesso alcançado com «Blind», tema que revelou uma faceta mais disco de Antony Hegarty, «You Belong» é a mais recente aposta dos Hercules And Love Affair para promover o álbum de estreia. Enquanto esperamos pelo concerto do próximo dia 10 de Julho, inserido no cartaz do festival Optimus Alive! 08, deixo em alta rotação o novo vídeo da banda.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Incursões na «selva»

Da última estada por paragens amazónicas destaco Antony Hegarty e os seus Johnsons. Curiosamente, durante a última semana passaram por aqui dois dos seus mais directos descendentes: Patrick Watson e Chris Garneau. O seu segundo álbum, «I’m A Bird Now», grande vencedor do Mercury Prize de 2005, é, ainda hoje, um dos trabalhos mais arrebatadores do início do novo milénio. Intérprete de excepção, Antony Hegarty materializa toda a sua frustração e mágoa na voz (ouça-se, por exemplo, «For Today I Am A Boy»: «One day I’ll grow up, I’ll be a beautiful woman / One day I’ll grow up, I’ll be a beautiful girl / But for today I am a child, for today I am a boy»), acentuando o lirismo pungente dos seus temas. As composições, ao piano, são sempre densas e as letras marcantes.
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«I Fell In Love With A Dead Boy», E.P. de apenas três temas editado entre o debut homónimo e o citado «I’m A Bird Now», é bom exemplo disso mesmo. «I find you / With red tears in your eyes / I ask you what is your name? / You offer no reply / Should I call a doctor? / For I fear you might be dead / But I just lay down beside you / And held your head». Durante quatro minutos percebemos e sentimos a mesma dor de Antony e mais nada importa neste mundo. Sentimento que trespassa os restantes temas aqui apresentados: «Mysteries Of Love» (original de David Lynch e Angelo Badalamenti, editado na banda sonora de «Blue Velvet») e «Soft Black Stars» (original dos Current 93). Se «Mysteries Of Love» se destaca pela extraordinária visão que Antony faz do melódico universo Lynch/Badalamenti; em «Soft Black Stars» sobressai o solo do violino que conjugado com a exímia interpretação de Antony resulta em mais um momento de pura sedução.
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«Hope There’s Someone» é um dos singles de «I’m A Bird Now» e uma das preces musicais mais sublimes e irresistíveis na carreira de Antony. As suas dúvidas tornam-se nossas e sem darmos conta a opção repeat é accionada para entoarmos sucessivamente «Hope there’s someone / Who’ll take care of me / When I die, will I go / Hope there’s someone / Who’ll set my heart free / Nice to hold when I’m tired». «Frankenstein» é a outra grande canção aqui documentada. Seguindo, inicialmente, a melodia do sublime «Fistful Of Love» é-lhe adicionado uma secção de cordas comandada por Joan Wasser (Joan As Police Woman) para um exercício mais ritmado, é certo, mas igualmente sombrio e oprimido. «Just One Star» completa este E.P. com um apontamento mais pessoal de Antony Hegarty. Como extra é oferecido o vídeo promocional para o tema título do disco.
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Chegamos, finalmente, ao terceiro e último E.P. de Antony And The Johnsons encomendado e ainda em falta na discografia pessoal. «You Are My Sister» é mais uma canção de excepção de «I Am A Bird Now» e conta com a presença do aqui irreconhecível Boy George. O dueto está muito bem conseguido e por momentos esquecemos as imagens assustadoras de Boy George nos vídeos de «Kama Chameleon» e «Do U Really Want To Hurt Me?». «Poorest Ear» é mais um exemplo de excelência na música de Antony And The Johnsons. Os habituais instrumentos de cordas dão lugar aos instrumentos de sopro para três minutos e meio de fascínio. Em «Forest Of Love» o papel principal cabe à voz de Antony, saindo-se lindamente. A terminar mais quinze minutos de óptima música encontramos «Paddy’s Gone», uma verdadeira canção de despedida que, de certa forma, dá por terminada a etapa/fase «I Am A Bird Now». 2008 assinalará o regresso de Antony And The Johnsons aos discos. Por aqui e enquanto não surgem novidades áudio, compila-se um CD-R com os quatro E.P. editados até à data, juntam-se algumas colaborações e outras covers espalhadas por bandas sonoras e deliciamo-nos com as, supostas, «canções secundárias» dos álbuns de Antony And The Johnsons.

Em forma de despedida e aguçando o apetite para o próximo «The Crying Light», apresento «Hope There’s Someone». Quem disse que já não existem artistas de verdade?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Antony And The Johnsons | I Will Survive

A imagem do vídeo não é a melhor. Aliás, é melhor esquecermos a imagem. O que interessa, neste post, é o som e a soberba capacidade interpretativa que Antony Hegarty demonstra ao pegar em «I Will Survive», clássico de Gloria Gaynor, sobrevivendo ao original. Mais palavras para quê. «Ouçamos» o vídeo...

domingo, 2 de setembro de 2007

Viagens à tasca

O que seria um «rally às tascas» sem passarmos pela FNAC? Seria como passar por Belém sem parar nos famosos pastéis… Visitar Sintra e resistir aos afamados travesseiros da ‘Periquita’… Passar pelo mítico ‘Arroz Doce’ sem darmos um valente ‘Pontapé na Cona’… Assim, e antes de me entregar de corpo e alma a outros prazeres, os das férias, voltamos ao principal local do crime e não resistimos a mais um chamamento de Animal CollectiveSung Tong»), Bright Eyes Fevers And Mirrors»), Antony And The Johnsons The Lake») e - caríssimos, vejam como andava completamente perdido - ao apelo sofredor dos KeaneHopes And Fears»).
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Comecemos pelo fim. Caro amigo, já relatei, nos últimos capítulos, o meu mal estar perante o que me rodeia. Como em momentos de fraqueza fico mais vulnerável à «bebida», cedi perante o primeiro «guilty-pleasure» de há muito. Os Keane são um caso desconforme. São capazes de fazer o melhor e o pior num inocente disquinho de quarenta minutos. «Somewhere Only We Know» é um dos melhores temas de 2004. «Hopes And Fears» é um dos álbuns mais desiguais desse mesmo ano. Contudo, a melancolia pedia «Somewhere Only We Know». Porquê? Só viria a descobrir depois das férias:
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«Oh Simple things where have you gone?
I’m Getting old and I need something to rely on
So tell me when you’re gonna let me in
I’m getting tired and I need somewhere to begin
»
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Tom Chaplin e companhia descobriam a causa da taciturnidade. «This could be the end of everything / So why don’t we go somewhere only we know?» era a pergunta que se fazia. Mas o espírito que se vivia era o de «Bend And Break»:
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«If only I don’t bend and break
I’ll meet you on the other side
I’ll meet you in the light
If only I don’t suffocate
I’ll meet you in the morning when you wake
»
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A música é limpinha, as composições de piano são eficazes e colam-se nos ouvidos, os temas são quase todos gravados para a rádio e o mais que produzido resultado final acaba por ser positivo. Porém, há falsetes tão doces que chegam a enjoar, «pianadas» tão açucaradas que sentimos os triglicéridos a manifestarem-se. Uma mescla e desigualdade que cativou Portugal, o que possibilitou a edição especial e exclusiva para o nosso país de um CD bónus com a gravação ao vivo de 4 temas na RFMSomewhere Only We Know» e «Bedshaped» incluídas), demonstrando alguma fragilidade vocal de Tom Chaplin.
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Após uma melancolia açucarada e por vezes plagiada decido manter-me ao piano, mas adensar o ambiente. Facilmente se chega a Antony Hegarty e os seus Johnsons. Desde o início da sua aclamada e curta carreira que Antony tem optado por editar diversos EPs. Discos de 3/4 temas que se revelam autênticas peças de coleccionador. Durante a presente visita encontrámos «The Lake», EP que além de apresentar o genial «I’m A Bird Now» através do não menos soberbo «Fistful Of Love» (com a participação especial de Lou Reed) inclui «The Lake» – tema baseado no poema de Edgar Allan Poe – e «The Horror Has Gone». Iguais a si próprios Antony and The Jonhnsons voltam a marcar pontos e a fazer cada peça musical uma profunda mágoa capaz de deixar lágrimas no rosto de qualquer ouvinte. Todavia, sentimo-nos reconfortados com a dor de Antony e a contar os dias para qualquer novidade que seja de Antony Hegarty.
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A próxima paragem foi feita ao som de Conor Oberst. Mais um projecto onde a palavra parece ganhar uma dimensão maior que a própria música. Porém, esta ideia é mais uma das muitas falácias que marcam a pop dos dias de hoje. A música dos Bright Eyes é apaixonante, brilhante e autêntica. O que parece faltar aos novatos Keane, tem o jovem Conor Oberts em excesso: objectividade, sensibilidade e paixão qb. «Fevers And Mirrors» é o 2.º álbum de originais dos Bright Eyes. Editado em 2000 e sucessor do já aqui exposto «Letting Off The Happiness», assinala o marcar de posição no panorama alternative-country norte-americano. Se o desconforto de «Letting Off The Happiness» foi uma mais que bem sucedida estreia (mais em termos musicais que comerciais), «Fevers And Mirrors» prolongou as «febres» e crises existenciais de Conor Oberst e aumentou o culto em torno dos Bright Eyes. Se «Haligh, Haligh, A Lie, Haligh», «The Calendar Hung Itself...» e «The Center Of The World» mostram uns Bright Eyes com os sentimentos mais à flôr da pele, «A Spindle, A Darkness, A Fever, And a Necklace», «The Movement Of A Hand», «When the Curious Girl Realizes She Is Under Glass» e «Sunrise, Sunset» revelam ambientes mais serenos. É mais um grande álbum na mui radiante carreira dos Bright Eyes.
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Demonstrei, há uns «episódios» atrás, o meu recente fascínio pelo mundo desconcertante dos Animal Collective. A meu ver, este animal colectivo norte-americano revela-se, a par dos irmãos The Fiery Furnaces, como o mais fértil em melodias e texturas musicais. Aqui cada nota é única, cada momento é mágico, cada tema é inspirador e criador de imagens. Apesar do meu daltonismo parcial, a música transmite cores (reais e decifráveis), beleza, aromas, fragrâncias, etc. Para este «Sung Tongs» os Animal Collective pegaram nos Beach Boys e convidaram os Neutral Milk Hotel, Flaming Lips, Mercury Ver, Björk, Müm, Nick Drake e mais umas quantas forças musicais para uma irresistível viagem a África. Nos primeiros ensaios segue-se um trilho mais «World Music», mas o resultado é a mais apurada pop dos últimos tempos (o ADN dos Beach Boys não engana). Em «Leaf House» as cores são maioritariamente bucólicas, porém Nick Drake parece juntar-se a Brian Wilson nas solarengas praias da Califórnia, ou melhor, nas Seychelles (já que viajamos pelo continente Africano). «Who Could Win A Rabbit» são os Neutral Milk Hotel a brincar com as sonoridades terráqueas da gélida Islândia de Björk e Müm. Ouvimos «The Softest Voice» e julgamos ver Damon Albarn às voltas por Marraquexe ou mesmo pelo Mali. «Visiting Friends» revela-se numa agradável viagem de doze doces minutos pelas nossas brincadeiras de infância. Sentimos a presença da sempre bem vinda Maria João, mas aqui a música enquadra-se mais no espírito «afro-tribal». O ambiente é mais acolhedor, mais quente, o espírito é mais hospedeiro, sentimo-nos em casa, apesar de continuarmos pelas sempre perigosas mas atractivas paisagens africanas. Desta forma «Sung Tongs» acabou por ser o bálsamo perfeito para os últimos dias antes das férias de 2007.
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Deixo em airplay e em repeat uma amostra do melhor que os Animal Collective são capazes de oferecer: «Leaf House», o extraordinário tema de abertura de «Sung Tongs», de 2004.