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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ghost Rider

George Lewis Jr. regressou a Lisboa para apresentar «Confess», o último álbum do seu projecto de canções Twin Shadow. O disco tem saciado o apetite pop por estes lados, com irresistíveis ambientes de tempero eighties e referências new wave Vs. synthpop Vs. post-rock. Composições que piscam o olho à power pop, mantendo a alma indie do álbum de estreia «Forget», de 2010. Uma evolução proveitosa que me levou ao MusicBox para rever a versão live de Twin Shadow e desfrutar das novas canções ao vivo (pena a ausência de «Mirror In The Dark» e «Changes»). No entanto, e depois de feita a festa, a sensação que fica é muito idêntica à de Maio de 2011, aquando da passagem do projecto pela cave da discoteca Lux. Apesar da fórmula eficaz com que George Lewis Jr. cria o mundo Twin Shadow, o facto é que esses episódios parecem perder força em palco. A banda revela (ainda) alguma falta de “estrada” e/ou ordem, o excelente compositor expõe fraquezas na hora de cantar e o espírito party rock peca por excessivo. Twin Shadow parece adoptar uma postura excessivamente despreocupada e ociosa. O resultado é cool, mas a música fica uns pontos abaixo do estado registado em disco. Notou-se, assim, e pela segunda vez, que o segredo da atracção Twin Shadow mora no estúdio e no trabalho de laboratório de produção. Quanto ao formato live, o produto final é despretensioso, cool e cheio de energia, mas por que não adicionar-lhe uma pitada de sobriedade?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Em alta rotação

Twin Shadow é mais um dos muitos projectos musicais que procura inspiração nos saudosos anos 80. George Lewis Jr., o seu mentor, nasceu em 1983 e com «Forget» (2010) e «Confess» (2012) mostra que a sua música respira a new wave da década mais controversa da música pop. Se em 2010 «Forget» sugeria afinidades com as sonoridades mais compassivas dos Echo And The Bunymen e Depeche Mode, com «Confess» a música de Twin Shadow ganha mais velocidade e estabelece novas ligações com nomes como The Psychedelic Furs, Bruce Springsteen, Prince e Simple Minds. O disco é mais arrojado e as suas canções são mais urgentes. O próprio George Lewis Jr. interpreta os novos temas num comprimento de onda diferente do de «Forget». Um registo mais activo e amplificado. Porém, a identidade romantizada de Twin Shadow continua bem vincada nas canções de «Confess». Descobrimos, ainda, pontos de contacto com o modus operandi Sleigh BellsYou Call Me On»), vocalizações Peter Gabriel Vs. Robert Smith Vs. Morrissey e até recordamos «Faith» de George Michael, em «The One». Um disco que se entranha rapidamente e vicia. Eu confesso: «Confess», o segundo álbum de Twin Shadow, é o disco de 2012 com maior rotação por estes lados.



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Twin Shadow | Tyrant Destroyed

«Tyrant Destroyed» é uma das melhores canções de 2010 e um dos momentos altos de «Forget», o álbum de estreia do projecto Twin Shadow. O disco tem pouco mais de sete meses, mas continua a merecer a minha melhor atenção, principalmente por causa desta verdadeira maravilha em formato canção.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Dois em um

Se a minha presença no concerto dos The National foi decisão de última hora, a comparência na Aula Magna para assistir à estreia de PJ Harvey em Lisboa há muito que estava assegurada. Para além da minha profunda admiração pelo percurso de Polly Jean Harvey, «Let England Shake», o seu mais recente trabalho, merecia-o. A noite tinha, então, tudo para ser histórica, não fossem marcar, para esse mesmo serão, a estreia em palcos lisboetas do projecto Twin Shadow… Ainda assim, o coração levou-me até à Aula Magna, onde PJ Harvey ofereceu um espectáculo irrepreensível. São poucos os concertos em que a sensação de perfeição prevalece. No entanto, foi isso que aconteceu naquela hora e meia. PJ Harvey e respectiva banda suporte, composta por John Parish, Mick Harvey e Jean-Marc Butty (um verdadeiro luxo, senhores), provaram que a sala da Aula Magna tem boas condições para acolher concertos, sejam de rock n’ rollBig Exit», «The Sky Lit Up» e «Bitter Branches»), de registos mais indieC’mon Billy», «Pocket Knife» e «The River»), comprimentos de onda mais etéreos («All And Everyone», «The Devil», «On Battleship Hill», «Silence» e «Angelene»), ou de qualquer outro registo musical. Foi incrível a forma como o som se mostrou tão nítido e se conseguiu compreender todas as palavras que PJ Harvey cantou (já que o contacto com o público foi mínimo). Surpreendentes, a força e o magnetismo de PJ Harvey e, acima de tudo, o seu excepcional reportório. Houve, de certo, quem ficasse desiludido, porque sucessos foram muito poucos e, pasmem-se, PJ Harvey apresentou «Let England Shake» de uma ponta à outra, tendo ainda tempo para mostrar «The Big Guns Called Me Back Again» (lado-b de «The Words That Maketh Murder»). No entanto, a sensação é a de que Polly Jean Harvey continua em excelente forma e, principalmente, continua a merecer o epíteto de «Rainha do Rock». Long live the Queen!
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Terminada a magia na Aula Magna, rapidamente percebo que ainda estava a tempo de fechar a noite da melhor forma… Corro, então, para o Lux, pois, como era de prever, o início do concerto de Twin Shadow estava demorado... O recinto estava composto, é verdade, mas as condições encontradas ficaram aquém do desejado. Se, duas horas antes, o concerto de PJ Harvey se demarcou pela primazia e profissionalismo, a actuação de George Lewis Jr. e companheiros de palco/festa revelou-se despretensiosa e assente no lado mais cool do rock com temperos dos anos 80. Compreendemos que «Forget», debut álbum de Twin Shadow, é um disco tremendamente bem produzido e repleto de excelentes canções. Sonhos pop que resultam muito bem ao vivo, mas que perdem alguma da sua força pela falta de “estrada” do projecto. George Lewis Jr. pode não conseguir controlar a voz que ainda não tem, mas canções como «At My Heels» (momento da noite em que o som se apresentou nas melhores condições), «Slow», «For Now», «Forget», «I Can’t Wait», «Shooting Holes», «Castles In The Snow» e «Tyrant Destroyed» são recompensadoras. Um bom concerto que fechou uma noite em grande.